O Ministério Público irá mostrar o resultado da apuração das responsabilidades de integrantes do Corpo de Bombeiros no incêndio que matou 242 pessoas na Boate Kiss, em Snata Maria, no Rio Grande do Sul. As conclusões do Inquérito Policial Militar da tragédia será apresentada nesta segunda-feira, às 16h30, durante uma coletiva de imprensa na sede das Promotorias de Justiça.
O que se sabe é que a investigação isentou os bombeiros de responsabilidade pelas mortes na boate. Estarão prensentes subprocurador-geral de Justiça para Assuntos Institucionais, Marcelo Dornelles, e os promotores Cesar Augusto Pivetta Carlan e Joel de Oliveira Dutra. Os autos do inquérito têm 7 mil páginas, divididas em 35 volumes. O documento foi elaborado a partir de 699 depoimentos.
Também nesta segunda, dois sobreviventes serão ouvidos no Foro Central da capital gaúcha. Ricardo de Castro Pasche, gerente da casa noturna na época, será um dos depoentes. Ele chegou a ser indiciado por homicídio, mas a denúncia foi arquivada pelo Ministério Público. Além dele, Ruan Bolzan Martins, que estava na boate, também será ouvido.
Entenda o caso
O incêndio na boate Kiss ocorreu na madrugada de domingo, dia 27 de janeiro. O fogo teve início durante a apresentação da banda Gurizada Fandangueira, que fez uso de artefatos pirotécnicos no palco. O inquérito policial indiciou 28 pessoas. Já o MP denunciou oito. A Justiça aceitou a denúncia e os envolvidos viram réus e serão julgados. Dois proprietários da casa noturna e dois integrantes da banda foram presos, mas receberam liberdade provisória.
Conclusões
As conclusões a que se chegou a investigação: O vocalista segurou um artefato pirotécnico aceso no palco; as faíscas atingiram a espuma do teto e deram início ao fogo; O extintor de incêndio do lado do palco não funcionou; A Kiss apresentava irregularidades nos alvarás; Havia superlotação no dia da tragédia; A espuma utilizada para isolamento acústico era inadequada; As grades de contenção obstruíram a saída de vítimas; A casa noturna tinha apenas uma porta de entrada e saída; Não havia rotas de saída em casos de emergência.