Por helio.almeida

Minas Gerais - Os dois últimos réus do caso Eliza Samudio devem ser julgados nesta quarta-feira, no Fórum Doutor Pedro Aleixo, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (MG). Elenilson da Silva e Wemerson Marques – o Coxinha – são acusados de sequestro e cárcere privado do filho da ex-amante do goleiro Bruno Fernandes, já condenado pelo crime. O julgamento deve durar dois dias.

Além dos réus, devem ser ouvidos o primo de Bruno Jorge Luiz Lisboa Rosa, a psicóloga Renata Garcia Costa, o policial Sirlan Versiani Guimarães, o ex-caseiro João Batista Alves Guimarães, o detento Jailson Alves de Oliveira, Tayara Júlia Dimas, Célia Aparecida Rosa Sales, o delegado Júlio Wilke e o vereador Edson Moreira, que na época do crime era delegado e chefiou as investigações.

Enfrentarão júri ainda Elenílson Vitor da Silva, caseiro do sítio, e Wemerson Marques de Souza, amigo do goleiro. O julgamento, marcado inicialmente para 15 de maio, foi remarcado para 28 de agosto.

Goleiro segue preso em Minas GeraisDivulgação


Os condenados

Elenilson da Silva e Wemerson Marques respondem ao processo em liberdade. No julgamento d março deste ano, Bruno foi condenado a 22 anos por ser o mandante do crime. Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, foi condenado a 15 anos de prisão por homicídio qualificado. Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, foi condenado a 22 anos de prisão pela morte de Eliza e ocultação do cadáver. Dayanne Rodrigues, ex-mulher do jogador, foi absolvida da acusação. Fernanda Gomes de Castro, também ex-namorada do goleiro, foi condenada a 5 anos de prisão dois crimes de sequestro de Eliza Samudio e de Bruninho.

Entenda o caso

Eliza era mãe do filho de Bruno, de quem foi amante. Ela tinha 25 anos quando desapareceu em 2010 e seu corpo nunca foi achado. Na época, o jogador era titular do Flamengo e não reconhecia a paternidade. Sérgio Rosa Sales, primo de Bruno, foi morto a tiros em agosto de 2012. Outro suspeito, Flávio Caetano Araújo, que chegou a ser indiciado, foi absolvido. Jorge Luiz Rosa, outro primo do goleiro, era menor na época e cumpriu medida sócioeducativa. Atualmente tem 19 anos e é considerado testemunha-chave do caso.

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