Por helio.almeida

Brasília - A presidenta Dilma Rousseff dá posse nesta quarta-feira, às 11h, no Salão Oeste do Palácio do Planalto, ao novo ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo Machado. Ele substitui Antonio Patriota, que ficou dois anos e oito meses na função e será o representante do Brasil na Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York (Estados Unidos). O cargo era ocupado por Figueiredo Machado.

Nome de novo ministro foi publicado nesta quarta-feiraDivulgação

Em seguida, às 15h, Patriota transmitirá o cargo a Figueiredo Machado no Ministério das Relações Exteriores. A substituição de chanceleres foi definida anteontem em meio à crise causada pela retirada do senador boliviano Roger Pinto Molina, abrigado por 455 dias na Embaixada do Brasil em La Paz (a capital boliviana).

A nomeação de Luiz Alberto Figueiredo Machado para o cargo de ministro está publicada na edição desta quarta-feira do Diário Oficial da União, em atos da Presidência. O texto traz ainda a exoneração do diplomata da função de representante do Brasil na Organização das Nações Unidas (ONU).

A saída do parlamentar foi organizada pelo diplomata Eduardo Saboia, encarregado de negócios (equivalente a embaixador interino) na Bolívia. Porém, para setores do governo, como a decisão foi tomada aparentemente de forma pessoal, houve quebra de hierarquia.

O novo ministro das Relações Exteriores é diplomata de carreira e foi o negociador-chefe da Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, em junho do ano passado, no Rio de Janeiro. Na ocasião, ele se destacou pela habilidade e conquistou a confiança de Dilma pela disposição em negociar pacientemente com os que resistiam a acordos.

Especialistas em temas ambientais e sustentáveis, Figueiredo Machado tem um currículo baseado em negociações referentes às mudanças climáticas, ao uso sustentável de recursos, à cooperação pacífica e a todos os assuntos relativos à qualidade de vida e aos meios.

De personalidade introspectiva, ele é contido nas palavras e apontado como um estrategista. Acostumado a longas negociações, o novo chanceler não costuma demonstrar cansaço, nem impaciência. Ele e Dilma se conheceram na Conferência das Partes (COP), na Dinamarca, quando a presidenta ainda estava na Casa Civil.

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