Por thiago.antunes

São Paulo - Pelo menos nove manifestantes continuavam detidos no 2º Distrito Policial, região central da capital paulista, na tarde de ontem. Eles foram presos nos protestos de 7 de Setembro.

De acordo com um agente da delegacia, cinco tinham obtido alvará de soltura e deveriam ser liberados até o final do dia e outros quatro devem ser transferidos hoje para um centro de detenção provisória. Após os confrontos realizados durante as manifestações em 11 capitais brasileiras no sábado, Dia da Independência, terem registrado pelo menos 525 pessoas detidas — até o início da noite deste domingo 20 pessoas continuavam presas em todo o país. Destes, 15 estavam detidas em Belo Horizonte, quatro em São Paulo e um no Rio.

Vândalos mascarados

As manifestações de sábado reuniram pelo Brasil em torno de 17 mil pessoas. No auge dos protestos, em junho, mais de um milhão de pessoas foi às ruas em todo o país pedir a redução das passagens dos ônibus, mais transparência nas contas públicas, mais verbas para a educação e saúde, entre outras reivindicações.

No sábado%2C manifestantes%2C muitos mascarados%2C depredaram equipamentos públicos na Avenida Paulista Radiobras

Apesar de os desfiles cívicos terem ocorrido de forma pacífica na maior parte dos estados, houve confrontos em Salvador, Fortaleza, Brasília, Rio, Vitória, Belo Horizonte, Belém, Recife, Natal, Porto Alegre e São Paulo.

Manifestantes, parte deles encapuzados, depredaram prédios, agências bancárias, ônibus, além de queimarem bandeiras e apedrejarem policiais. A polícia revidou usando bombas de gás lacrimogêneo e de efeito moral, spray de pimenta e cassetetes. Em alguns locais, como Porto Alegre e Recife, moradores afirmaram ter visto policiais sem identificação.

Jornalistas agredidos

Pelo menos cinco jornalistas foram agredidos em todo o País, entre eles o fotógrafo do DIA, Alessandro Costa, enquanto trabalhavam nas manifestações durante os festejos do Sete de Setembro, dia da Independência. Foram feitos registros nas cidades do Rio de Janeiro, de Belo Horizonte, Brasília e Manaus e as agressões foram repudiadas, por meio de nota, pela Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert).

“É inaceitável que se imponham limites, de qualquer ordem, à atividade jornalística pelo grave prejuízo que causam ao conjunto da sociedade, que tem violado seu direito fundamental de acesso à informação”, informou nota divulgada neste domingo pela entidade.

Você pode gostar