Por bferreira

São Paulo - Ex-integrante do Charlie Brown Jr., Luiz Carlos Leão Duarte Junior, o Champignon, 35 anos, foi encontrado morto com um tiro na cabeça por volta de 0h30 de ontem. Ele estava com a mulher no apartamento onde morava, no Morumbi, Zona Sul de São Paulo. Há seis meses, o vocalista da banda, Alexandre Magno Abrão, o Chorão, morreu de overdose.

Champignon estava em casa com a mulher grávidaDivulgação

O corpo do baixista será enterrado hoje, às 15h, em Santos — no mesmo cemitério em que Chorão foi sepultado. “É muito difícil acreditar que isso está acontecendo seis meses depois que perdemos o Chorão”, desabafou Samantha Jesus, empresária de A Banca, conjunto formado pelos músicos do Charlie Brown Jr. após a morte de Chorão. No novo projeto, Champignon virou o vocalista, deixando o baixo nas mãos de Lena, nova integrante.

Na noite de domingo, Champignon saiu com a mulher, Cláudia Campos, grávida de cinco meses, para jantar com um casal de amigos. Na 89ª DP, onde o caso foi registrado como suicídio, Cláudia contou que os dois tiveram uma discussão ao chegar em casa. Champignon, então, foi para o quarto que usava como estúdio. Minutos depois, foram ouvidos dois disparos — um no chão (provavelmente para testar a arma, uma pistola calibre 380); um na cabeça.

Em choque, Cláudia foi socorrida no Hospital Metropolitano. À polícia, ela contou, ainda, que Champignon havia bebido duas garrafas de saquê, mas não usava drogas. Champignon deixa filha de sete anos, Luiza, do primeiro casamento.

Ele era uma pessoa alegre. Recentemente, ficava um pouco triste com críticas e toda a pressão que recebia. Infelizmente, as pessoas o comparavam muito com o Chorão”, afirma Samantha. Além de Chorão, Champignon também teve que lidar com a perda de outro grande amigo este ano. O guitarrista Peu Sousa, com quem tocou na banda Nove Mil Anjos, foi encontrado enforcado, em maio, dentro de casa, em Salvador.

Perda de amigo foi duro golpe

Na última entrevista ao DIA, em julho, Champignon contou que já estava compondo músicas novas para A Banca. “Foi um golpe duro ter perdido o cara (Chorão), mas precisamos continuar. Ele deixou uma estrada asfaltada para nós”. Em outra entrevista ao jornal, semanas após a morte de Chorão, revelou: “Sou espírita. Acredito que tudo é energia. De onde quer que ele esteja, está torcendo por nós. Sentimos a energia dele.”

Mas a relação dos dois nem sempre foi cordial. No fim do ano passado, Chorão fez duras críticas ao baixista em show no Paraná. O vídeo foi postado na internet, despertando polêmica entre os fãs. Mais tarde, Chorão se desculpou.

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