Por bferreira

Brasília - Um dia antes de o Supremo Tribunal Federal (STF) decidir sobre se conclui ou prorroga o julgamento de 11 dos 25 condenados no Mensalão, o ministro Gilmar Mendes mandou um recado curto e grosso a seus colegas da Corte: “Não vamos ficar assando pizza.”

Na sessão de hoje, o ministro Celso de Mello vai definir se são legítimos os embargos apresentados pela defesa, cujo julgamento no tribunal terminou em 5 a 5 na semana passada. Mello afirmou não se sentir pressionado pela responsabilidade do desempate.

Mendes afirmou que, se forem aceitos os embargos infringentes, é preciso fixar prazos, para que o julgamento não se estenda por mais tempo. Neste acaso, o ministro quer que o novo relator do processo seja sorteado hoje e que leve o processo a plenário em breve. “Isso aqui não é um tribunal para ficar assando pizza, e nem é um tribunal bolivariano”, advertiu Mendes.

NOVO PROCURADOR

Tomou posse ontem o novo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Ele substitui Roberto Gurgel, que recentemente lamentou sair do cargo antes do fim do julgamento do Mensalão. Na cerimônia, a presidenta Dilma Rousseff pediu que o novo procurador resista às “pressões que pretendem exercer influência indevida” sobre o Ministério Público.

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