Polícia prende quadrilha internacional de tráfico de drogas na Paraíba

Grupo trazia cocaína da Bolívia para diversas regiões do Brasil. Quatorze foram presos, entre eles casal que distribuia a droga

Por O Dia

Paraíba - As polícias Civil e Militar da Paraíba deflagraram, nesta segunda-feira, a Operação Prefixo, com o objetivo de desarticular uma organização internacional de tráfico de drogas, responsável pelo comércio de entorpecentes no Sertão paraibano e em outros estados brasileiros. A quadrilha era comandada pelo peruano Walmer Ramirez Campos, que usava o nome de Marco Antônio Chavarry Trujillo. Ele foi preso nesse sábado, em Fortaleza (CE).

As investigações começaram em julho deste ano, quando foram presos alguns traficantes na cidade de Patos (PB), o que levou ao restante do grupo. Até o momento, 14 pessoas foram presas, 22 indiciadas, e a Polícia Civil continua os trabalhos para prender mais dois suspeitos.

De acordo com o superintendente da 3ª Região Integrada de Segurança Pública, delegado André Rabelo, esta é a primeira vez que a polícia judiciária estadual desarticula uma quadrilha internacional de tráfico de drogas.

Atuação da quadrilha

Segundo a polícia, a droga vinha da Bolívia e entrava pelos Estados do Acre ou pelo Mato Grosso, havendo uma alternância para dificultar o trabalho policial. O material era levado para Fortaleza, onde era distribuído para a Paraíba, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Maranhão, Acre, Piauí, São Paulo e Amazonas. Além dos estados citados, a droga ainda era fornecida para o Peru e a Espanha.

Walmer Ramirez Campos, conhecido por “Tony” ou “Gringo”, contava com a ajuda da mulher, Raquel Vieira de Lima. O casal administrava a distribuição de cocaína, crack e maconha do Ceará para o resto do Brasil. Os dois foram presos na rua Cidade Rio Branco, bairro Henrique Jorge, por policiais civis e militares do município de Patos, com auxílio de policiais civis do Ceará.

Além das polícias Civil e Militar, participam da Operação Prefixo a Promotoria de Justiça da 6ª Vara da Comarca de Patos. Auxiliaram ainda nas investigações, a direção do presídio regional da cidade, com agentes penitenciários do GPOE.

Últimas de _legado_Brasil