Por tamyres.matos
Publicado 24/09/2013 00:36

Nova York - Está previsto para a manhã desta terça-feira o discurso que a presidenta Dilma Rousseff fará na ONU, em Nova York, para criticar a espionagem que Barack Obama tem feito no Brasil. Dilma chegou na manhã desta segunda à cidade e passou o dia fazendo os últimos ajustes no texto que vai ler nesta terça.

O discurso de um presidente brasileiro na abertura da assembleia-geral da ONU é uma tradição. Mas este ano vai acontecer em meio a uma crise diplomática iniciada quando a presidenta soube que até suas próprias conversas com assessores foram monitoradas pela Agência de Segurança Nacional (NSA) dos Estados Unidos. Dilma também soube que a Petrobras foi alvo da NSA.

Dilma se encontrou na noite desta segunda com o ex-presidente Bill ClintonDivulgação

Indignada, a presidenta decidiu semana passada que não irá em outubro fazer a visita de Estado ao democrata e hoje deve dar destaque a dois pontos: a espionagem é inadmissível principalmente porque o Brasil não tem histórico de atos de terrorismo (que costumam ser a desculpa oficial da Casa Branca) e a bisbilhotagem a Petrobras pode ser sinal de que a NSA está a serviço de interesses econômicos. Dilma também vai pedir que a ONU crie limites para ações de agências de inteligência e as fiscalize.

Vão estar na ONU hoje mais de 190 chefes de Estado, e a expectativa é que Obama faça seu discurso imediatamente após a fala da brasileira. Embarcaram para Nova York com a presidenta os ministros das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo; da Educação, Aloizio Mercadante; da Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel; e de Comunicação Social, Helena Chagas.

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