Greenpeace quer liberdade provisória para brasileira presa na Rússia

Ministério das Relações Exteriores encaminhou ao governo russo uma solicitação formal para que a mãe da bióloga Ana Paula possa visitar a filha

Por O Dia

Rio Grande do Sul - A mãe da ativista Ana Paula Maciel, presa na Rússia há 27 dias sob acusação de pirataria, pode embarcar para Murmansk nesta semana para ver a filha. O Greenpeace espera que Ana Paula responda ao processo em liberdade provisória, nos próximos dias.

A visita de Rosângela Maciel à filha foi endossada pelo Ministério das Relações Exteriores, que a pedido do Greenpeace, encaminhou ao governo russo uma solicitação formal para que o encontro ocorra.

No dia 19 de setembro, ativistas do grupo ambientalista fizeram um ato de protesto contra a exploração de petróleo no Ártico. A justiça russa decretou a prisão preventiva da bióloga brasileira até 24 de novembro.

O diretor de Políticas Públicas do Greenpeace, Sérgio Leitão, disse que com o pedido do governo braileiro há uma esperança maior de ter Ana Paula "de volta" mais rápido.

No último fim de semana, a presidenta Dilma Roussef anunciou através da sua conta no twitter que o Itamaraty iria interceder formalmente pela ativista junto ao governo da Rússia.

Leitão afirmou que o pedido formal está com o Itamaraty, numa fase de "sondagem" junto à promotoria responsável pela acusação. O contato pessoal entre um acusado estrangeiro e a família deve ser previamente solicitado e autorizado pela Justiça.

Na última semana foi apresentada uma carta de garantia ao governo russo. Nela se afirmava que Ana Paula não tem intenção de deixar o país caso seja posta em liberdade durante o processo. Segundo o diretor do Greenpeace, o Brasil foi o único país que apresentou esta carta. Há ativistas de 18 países presos na Rússia.

"A acusação de pirataria não faz faz sentido por qualquer lei que seja observada. Foi um processo pacífico, sem nenhum tipo de depredação ou agressão. A única questão que deve ser abordada do ponto de vista jurídico é os limites em que um processo pacífico precisa ser analisado", disse Leitão.

O Greenpeace tem esperança de que as autoridades russas desistam do processo contra os ativistas.

O pai da bióloga brasileira declarou que não espera privilégios, mas uma resposta positiva da justiça. "Queremos apenas que ela seja tratada com dignidade, com justiça e que a sua segurança e seus direitos civis sejam respeitados", declarou Jaires Maciel.

O governador de Porto Alegre, Tarso Genro, garantiu “apoio e respaldo” à família da ativista. Tarso recebeu a família e o representante do Greenpeace nesta segunda-feira para formalizar solidariedade a Ana Paula.

"Se for necessário, se a família quiser algum acompanhamento numa viagem que faça, nós daremos também esse acompanhamento", disse o governador.

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