Por bferreira

Brasília - A Câmara vai criar uma comissão para investigar as denúncias de maus-tratos de animais no Instituto Royal, em São Roque (RS). O requerimento para a formação do grupo será apresentado hoje pelo presidente da Casa, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN).

Alves tomou a decisão depois de ouvir o relato do deputado Protógenes Queiroz (PCdoB-SP), que foi ao laboratório ontem, e constatou, segundo ele, indícios de que os animais usados em testes no local eram maltratados. Na madrugada de sexta-feira, ativistas invadiram o prédio e libertaram 178 cães da raça beagle e sete coelhos.

“Não tem condições de continuar funcionando. Pelo que vi, não há sinais de que ali era um laboratório de pesquisas que pudesse trazer algum benefício à ciência. Mais parece um centro de torturas”, disse Queiroz.

A comissão da Câmara, que já deverá estar formada amanhã, vai ouvir funcionários e diretores do Instituto Royal, os ativistas que soltaram os animais e os manifestantes que fizeram um protesto perto do prédio no sábado. Também vai cobrar do governo federal por que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) não fiscalizou o laboratório, que recebeu verbas da Agência Brasileira de Inovação (Finep).

NA ESPANHA

Enquanto isso, ontem em Barcelona, na Espanha, ativistas do grupo ‘AnimaNaturalis’ protestaram contra a vivissecção, que é a dissecação de animais vivos. Foi na Praça Sant Jaume, no centro da cidade.

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