Por joyce.caetano
Apresentadora e defensora dos direitos dos animais não teme investigação da polícia iG

São Paulo - Além de assumir ter participado do “resgate” de mais de 150 cachorros da raça beagle na invasão do Instituto Royal, em São Roque, na madrugada de sexta-feira, a apresentadora e defensora dos direitos dos animais Luisa Mell não teme ser acusada na Justiça. Isso porque, depois da ação feita com ajuda de outros ativistas, a polícia anunciou que investiga o caso como furto de animais. Ela dá risada sobre a possibilidade de ser acusada de um crime e rebate.

“Ia ser a maior piada desse País. Eu que vou ser presa? A gente tem é que processar o Instituto Royal por maus-tratos. Tem outra coisa que ninguém percebeu. A polícia estava do lado dos ativistas. Se você pegar os vídeos (da invasão), o tempo inteiro, as pessoas estão abrindo os canis e a polícia está ali do lado, ou seja, ninguém furta do lado da polícia, com o consentimento policial”, critica.

Sua justificativa para ter entrado na sede do Instituto Royal e levado os cães da empresa é que havia denúncias contra a organização na internet por maus-tratos.

“Muitas fotos circularam pela internet de um cachorro de lá com um olho costurado. Uma outra prova que nós tínhamos foi de uma pessoa da cidade que adotou um cachorro do Instituto Royal e ele não tinha uma membrana do olho porque a gente sabe que eles fazem teste de cosméticos que são feitos nos olhos dos animais”, afirma.

Cães da raça beagle resgatados por ativistas do Instituto RoyalReprodução Internet

Luisa prefere não acreditar, no entanto, que a ação pode ter sido inútil, já que o instituto tem a possibilidade de adquirir novos cachorros para recomeçar os testes.

“Não, a gente já vai fechar o Instituto Royal”, responde antes de enfatizar o discurso otimista. “Eu acho que é o momento de uma revolução mesmo”.

A apresentadora admite, porém, que o caso não teria a mesma mobilização se, no local, só fossem usados camundongos. “Eu acho realmente que a repercussão foi maior porque tinham beagles".

Reportagem de Renan Truffi


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