Brasileiro não confia na polícia

Estudo revela que 70% das pessoas não estão satisfeitas com a atuação dos policiais

Por O Dia

São Paulo - A maioria da população brasileira não confia na polícia. De acordo com um estudo divulgado ontem pelo Anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, a atuação das polícias, Civil e Militar, é reprovada por 70,1%.

Os dados foram colhidos no primeiro semestre, quando houve ações truculentas da polícia em manifestações de ruas. Os números estão 8,6 pontos acima dos registrados no primeiro semestre de 2012, quando a taxa de desconfiança ficou em 61,5%. Nos Estados Unidos, apenas 12% não confiam na polícia, segundo Instituto Galloup.

Os dados foram produzidos pela pesquisa Índice de Confiança na Justiça Brasileira (ICJBrasil), da Escola de Direito da Fundação Getúlio Vargas (FGV) de São Paulo e fazem parte do Anuário. Foram coletados junto a 3.300 pessoas, moradoras de sete estados, por semestre.

Segundo a FGV-SP, Pernambuco é o estado em que as pessoas se mostraram mais insatisfeitas com a polícia. Lá, só 27% dos cidadãos que pediram ajuda da PM no segundo trimestre de 2013 se disseram satisfeitas ou muito satisfeitas. O percentual foi de 25% para a Polícia Civil. A Bahia é o estado em que houve maior índice de satisfação com a PM (54%) e com a Polícia Civil (50%).

Partidos lideram em desconfiança

O Anuário revela que o brasileiro está mais descrente em relação às cinco instituições pesquisadas. A desconfiança em todas elas aumentou na comparação do primeiro semestre de 2012 com o mesmo período deste ano.

Os partidos políticos lideram em desconfiança, com 95,1% dos entrevistados e aumento em de 1,2% de um ano para outro. A desconfiança no Congresso cresceu 2,6% e chegou a 81,15%, e a na Igreja Católica subiu 7,8%, para 50,3%.

Polícia mata e morre muito

A pesquisa revela ainda que é grande o número de pessoas vítimas da polícia e de agentes mortos em serviço. Em 2012, 1.890 civis morreram durante ações policiais e 89 policiais, civis e militares, em serviço.

Segundo o levantamento, o risco de um policial morrer assassinado no Brasil é três vezes maior que o de um cidadão comum.

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