Por joyce.caetano

São Paulo - Aproximadamente 600 jornalistas da Empresa Brasileira de Comunicação (EBC), mantida pelo governo federal, entram em greve na tarde desta quinta-feira no Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília. Gestora da Agência Brasil, TV Brasil, TV Brasil Internacional, Radio Agência Nacional e do sistema público de Rádio (com oito emissoras), a EBC teve sua proposta de reajuste real de 0,5% sobre os salários recusada por seus funcionários.

Os jornalistas prometem fazer um protesto em frente à sede da companhia em São Paulo, na zona Sul da cidade.

As negociações começaram há dois meses. Alegando falta de reajuste real há três anos, os jornalistas pediram aumento de R$ 400, ante a proposta da empresa, que incorporaria R$ 16 aos salários dos concursados com nível superior, cuja remuneração é de R$ 3.208. Para os não concursados (salário de R$ 1.970), o reajuste integraria R$ 9 aos salários.

A EBC também ofereceu um vale anual de R$ 800 para alimentação, mais um vale cultura no valor de R$ 45 por mês. Os funcionários aceitaram parcialmente a proposta. Eles pediram que os R$ 800 fossem diluídos nos 12 meses de salários, o que aumentaria a remuneração mensal em R$ 66.

Para abrir mão dos R$ 400 propostos inicialmente, os jornalistas propuseram um reajuste real de 1% sobre a folha salarial de todos os funcionários. Com a adição dos vales, esse aumento giraria em torno de R$ 300 para todos.

Assédio

Segundo funcionários da EBC, a estatal também planejava retirar direitos já adquiridos, como o transporte para empregados que saem da empresa depois das 22h ou entram antes das 6h. A estatal também teria enviado um e-mail “ameaçador” para toda a redação afirmando que a paralisação era ilegal, como se o serviço de radio difusão respeitasse as mesmas regras de telecomunicações – esse sim considerado essencial, e por isso obrigado a manter 30% de seu funcionamento.

Procurada pelo iG , a EBC não respondeu à reportagem até o fechamento da matéria.

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