SP: Famílias vizinhas à academia que pegou fogo passam a noite em hotéis

Incêndio comprometeu prédio vizinho e 146 famílias devem permanecer fora de suas casas até a regularização do prédio

Por O Dia

São Paulo - Famílias do prédio residencial vizinho à academia que pegou fogo nesta sexta-feira, na Rua do Boticário, em São Paulo, foram obrigadas a passar a madrugada deste sábado em hotéis no Centro da cidade. O prédio fica na esquina da Avenida Ipiranga.

O prédio, de 25 andares e 145 apartamentos, permanece interditado após ter sido afetado pela fumaça e calor provocado pelo imcêndio, comprometendo a estrutura hidráulica do local. Com isso, 146 famílias devem permanecer fora de suas casas até a regularização do edifício.

A defesa civil vai ficar de plantão na porta dos prédios neste sábado e domingo, durante todo o dia, prestando apoio aos moradores que precisam pegar roupas e outros pertences no local. Alguns moradores disseram ter tido seus pertences roubado qenquanto estiveram fora de suas casas.

Na próxima segunda-feira, a Prefeitura vai enviar um engenheiro para avaliar a estrututra dizer as providências que devem ser tomadas para que os edifícios sejam liberados.

Famílias vizinhas à prédio que pegou fogo em SP passam a noite em hotéisReprodução TV

Segundo o Corpo de Bombeiros, cerca de 100 pessoas precisaram de atendimento no local por causa da intoxicação e 30 delas foram encaminhadas para os hospitais das Clínicas, Servidor Público Municipal e Santa Casa de Misericórdia. Um idoso e uma criança estão em estado grave. O fogo atingiu mais rápido o primeiro pavimento do prédio, inaugurado havia uma semana.

Promotor responsabiliza prefeitura por incêndio em academia em São Paulo

O Ministério Público (MP) quer responsabilizar a prefeitura de São Paulo pelo incêndio que feriu 30 pessoas na madrugada desta sexta-feira, no centro da cidade. O órgão avaliará até que ponto a academia de ginástica, apontada pelos bombeiros como local de início do fogo, tem responsabilidade no incidente. O promotor Maurício Lopes ressaltou, entretanto, que o estabelecimento comercial responderá, pelo menos, por não ter alvará de funcionamento.

Segundo o promotor, o caso é mais um exemplo da falta de fiscalização em obras e estabelecimentos comerciais na cidade. “É evidente que a população paulistana sofre risco permanente por falta de fiscais nas subprefeituras”, disse ao lembra dos desabamentos de São Mateus, zona leste, que mataram dez pessoas que trabalhavam em uma obra, em agosto, e na Liberdade, região central, quando a queda de uma marquise matou uma pessoa, em fevereiro.

Para o promotor, existe um grande número de estabelecimentos e obras sem segurança adequada porque a prefeitura não tem estrutura para coibir as irregularidades. “Falta fiscalização em toda a cidade, em todos os ítens que a prefeitura está obrigada a fiscalizar”, ressaltou.

Incêndio destruiu prédio em São PauloReprodução TV

De acordo com ele, o MP investiga, desde o início do ano, após o acidente na Liberdade, a carência de pessoal na área de fiscalização. Os dados preliminares indicam, segundo Lopes, que seria necessário ao menos triplicar o número atual de agentes na subprefeituras para que o trabalho fosse feito com a eficiência necessária.

Por isso, ele argumenta que a prefeitura é responsável solidária pelo incêndio de hoje e deverá responder pelos prejuízos aos moradores e comerciantes afetados. Em relação a academia, o MP ainda investiga o nível de responsabilidade do estabelecimento que, de acordo com a subprefeitura da Sé, não chegou sequer a pedir o alvará de funcionamento. Falta, no entanto, determinar se a situação do local provocou ou facilitou o alastramento das chamas.

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