Por adriano.araujo

São Paulo - Os Black Blocs têm se preparado e se organizado cada vez mais para as manifestações e confrontos com a polícia. Reportagem da revista ‘Época’ desta semana revela que o grupo mantém um centro de treinamento voltado para adestrar seus militantes. O local fica em um sítio no interior de São Paulo.

Ao contrário do que órgãos de segurança federais e estaduais imaginam, segundo a publicação, os integrantes possuem métodos, objetivos e programa de atuação. E para que possam bancar a estrutura receberiam financiamento de Organizações Não Governamentais (ONGs), como as suíças La Maison des Associations Socio-Politiques, de Genebra, e Les Idées, ligada ao deputado verde Jean Rossiaud. As entidades negam o repasse de verbas.

Black Blocs aprendem a usar tapumes como escudos nas manifestaçõesErnesto Carriço / Agência O Dia

O Fundo Nacional de Solidariedade, da CNBB, também é citado na matéria. A CNBB também negou qualquer tipo de ajuda. De acordo com a revista, somente a ONG Instituto St Quasar, voltada para causas ambientais, teria repassado 100 mil euros para os Black Blocs em 2013.

Os recursos ajudam a bancar o treinamento. A precondição para participar é ter muita disposição para encarar a polícia. Eles aprendem a se proteger dos tiros de bala de borracha, usando escudos feitos com tapumes. A técnica tem sido muito usada nas manifestações e protestos no Centro do Rio, contra o governador Sérgio Cabral.

Treinamento militar 

Alguns militantes, revela a reportagem, chegaram a prestar serviço militar. Os ex-recrutas seriam os responsáveis por passar o que aprenderam na caserna ao restante dos participantes. Eles recebem orientação para se defender em bloco, como fazem as tropas de choque. Muitos são de fora de São Paulo, de estados como o Rio, Mato Grosso, Minas Gerais, Pernambuco e Amazonas.

A publicação revela ainda o nome e publica fotos de militantes como a paulista Daniela Ferraz, 31 anos, que já cometeu dois assaltos e cumpriu pena de cinco anos de prisão.

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