Por adriano.araujo

Rio - Ok, tenho 47 anos, fui adolescente de ‘esquerda’ ouvindo certo sindicalista do ABC esbravejando em nome de um tal de Partido dos Trabalhadores (PT), abracei a Lagoa com o Gabeira aos 16, achei lindo quando o Lula foi eleito presidente e passou a tropa de militares em revista — fiquei arrepiada e tudo. Chorei, mesmo, com o discurso de posse da Dilma. E fico danada da vida quando o assunto é o Mensalão. Agora, estou eu aqui apurando o resultado do Processo de Eleições Diretas (PED) do PT hoje e descubro que em Niterói tinha gente dando dinheiro para filiados votarem em determinado candidato à presidência regional do partido — eu até sei em que candidato era, mas não publico aqui nem amarrada, que não estou a fim de ser processada. É isso mesmo, meu povo? Só vota em quem der dinheiro? Me faz lembrar quando voltei ao Brasil no finalzinho de 2002, Lula já eleito. Eu no táxi, depois de quatro meses fora, dei de cara com um outdoor do Lula com o Eurico Miranda dizendo que votava no PT. Pensei: “Não fiquei tanto tempo fora assim.” Pois é.

FALA...

Pois o prefeito de Maricá, Washington Quaquá (PT), franco favorito para a presidência regional do PT no Rio na apuração de ontem, é contra o PED. Ele acha que o processo todo abre brecha para justamente dar corda para o povo que vota só por conta do dinheiro que recebe na fila.

...QUAQUÁ

Noves fora zero, perguntei a ele o que realmente interessa: E a candidatura do Lindbergh Farias, prefeito? Resposta: “Estou 113% com Lindbergh. Tem gente que almoça com Lindbergh e janta com Cabral”

ALIÁS

Jorge Florêncio, atual presidente regional do PT no Rio, fiel à candidatura própria e a Lindbergh, ensina: “Não pode o joio superar o trigo.”

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