Caso Joaquim: Mãe está mais segura para falar o que aconteceu, diz promotor

Prisão do casal fez Natália dar informações que ajudam caso. Polícia não descarta participação dela na morte da criança

Por O Dia

Joaquim tinha três anos e vivia com a mãe e o padastro Divulgação

São Paulo - A morte do menino Joaquim, de 3 anos, começa a ser esclarecida aos poucos com a prisão da mãe e do padrasto da criança, encontrada morta neste domingo após seis dias de desaparecimento, em um rio de Riberirão Prto, no interior de São Paulo.

O promotor do caso, Marcus Tulio Alves Nicolino, disse ao Dia Online que o distanciamento da psicóloga Natália Mingone Ponte, de 29 anos, e de Guilherme Rayme Longo, de 28 anos, está deixando a mãe de Joaquim mais segura para falar o que acontecia na família, como já havia declarado que o marido ameaçou jogar a criança contra a parede, e que tinha ciúmes do menino e que ele tentou suicídio após a suspeita da polícia durante as investigações.

"Com a prisão dele, ela parece estar se sentindo mais segura do que antes para falar", disse o promotor, afirmando que a polícia já sabe que a vítima não morreu afogada. "O segredo agora é descobrir como ela morreu". Segundo Marcus Tulio Alves Nicolino, a mãe não esclareceu por que não denunciou as ameaças do marido. Natália também disse que viu o Guilherme pesquisando sobre insulina e que ele havia tentado suicídio ingerindo uma superdosagem do medicamento. Guilherme ainda não foi ouvido.

Ciúmes da criança

Nos depoimentos, Natália afirma que Longo tratava a criança como "um pedacinho do Arthur", o pai biológico da criança, Arthur Paes. E que ela pensava em se separar, mas teria sofrido ameaças. "Se você for embora, eu te acho até no inferno", teria dito o padrasto.

Um cão farejador da polícia identificou rastros do padrasto em um trajeto de sua casa até um ponto na beira do Rio Pardo, onde a polícia acredita que a criança tenha sido jogada. Imagens de duas câmeras de segurança obtidas pela polícia, e mantidas em sigilo, mostram sem identificar uma pessoa passando pelo local com um pano escuro e voltando sem nada.

A polícia também não descarta a participação da mãe na morte da criança. Ela ainda é suspeita. O advogado de Longo, Antonio Carlos de Oliveira, não teve acesso ao inquérito policial e disse que não poderia comentar o caso. Ele vai pedir à Justiça acesso aos documentos.

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