Tempestades deixam 2,9 mil desalojados no Rio Grande do Sul

Em Candelária, no Vale do Rio Pardo, o desabamento de um galpão matou uma mulher.

Por O Dia

São Paulo - Aguaceiros e tempestades de granizo inundaram cidades e zonas rurais do Rio Grande do Sul, forçando 2,9 mil pessoas a deixarem suas casas e destruindo parreirais e pomares de pêssego entre a madrugada e o fim da tarde desta segunda-feira.

Em Candelária, no Vale do Rio Pardo, o desabamento de um galpão de armazenamento de fumo matou uma mulher. Equipes de resgate encontraram o corpo sob os escombros no início da noite desta segunda. Uma criança de um ano e seis meses está desaparecida. As buscas por ela serão retomadas nesta terça-feira.

Relatos recebidos pela Defesa Civil indicam que há cerca de mil desabrigados em Quaraí, 80 em Porto Alegre, 200 em Esteio, 150 em Paraíso do Sul, 200 em Rosário do Sul e 50 em Dom Pedrito, entre outros.

Alagamentos nos trilhos também forçaram a Trensurb a suspender por seis horas o serviço do trem metropolitano entre as estações Mercado e Farrapos, na capital gaúcha. Na Serra, a queda de granizo perfurou telhados de cerca de 400 casas em Bento Gonçalves, onde a prefeitura decretou estado de calamidade pública.

Além de atingir as residências, as pedras de gelo destruíram parreirais de toda a região, que é grande produtora de vinho, e pomares de pêssego. O granizo também danificou duas mil casas em Fontoura Xavier, no centro do Estado.

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