‘Não me arrependo’, diz ativista brasileira sobre prisão na Rússia

Bióloga gaúcha diz que período foi o mais difícil da sua vida

Por O Dia

São Petersburgo (Rússia) - Ativista do Greenpeace presa na Rússia por dois meses após protestar contra a exploração de petróleo no Ártico, a bióloga gaúcha Ana Paula Maciel, de 31 anos, disse que o período atrás das grades foi o mais difícil de sua vida. Ela foi libertada na última quarta-feira, após pagamento de fiança.

Ana Paula Maciel teve liberdade provisória consentida%2C sob fiançaEfe

Ana Paula está em São Petersburgo, em liberdade provisória. Ela contou que ficava 23 horas por dia dentro da cela, primeiro em Murmansk e depois em São Petersburgo. Para passar o tempo, via televisão, rezava e lia. Segundo a bióloga, ser presa foi muito importante. “Não me arrependo.

Os primeiros dias foram os mais difíceis, pois a luz ficava 24 horas acesa e um rádio permanecia ligado no corredor. Mas o caso tomou um vulto enorme e fez o mundo perceber que é preciso fazer algo para salvar o Ártico”, alegou ela, que diz ter sido bem tratada e espera a chegada da mãe ainda hoje. A gaúcha e outros 29 integrantes do Greenpeace foram detidos em setembro. O grupo foi acusado pelos crimes de vandalismo e pirataria. Até ontem, 29 ativistas haviam sido beneficiados com a liberdade sob fiança.

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