Por bferreira

Rio - Os dois só perdem para a Guerra Fria, do século passado, entre Estados Unidos e União Soviética. Prestes a ver o fim da aliança PMDB-PT para a eleição de 2014, o governador Sérgio Cabral e o senador Lindbergh Farias frustraram ontem quem anda torcendo por provocações mútuas e ‘barracos’ eleitorais em geral.

Cabral tietou seu candidato, o vice-governador Luiz Fernando Pezão no Palácio Guanabara, onde foi assinado memorando de intenções para a construção, em Itatiaia, da primeira fábrica da britânica Jaguar Land Rover nas Américas. E deu o tom de seu estilo de começar a tirar dele próprio os holofotes e chamar a atenção para Pezão — que passou a entrevista quieto atrás do governador.

Depois de pedir para os jornalistas registrarem que ele tem “todo o respeito pelo PT local e pelo senador Lindbergh Farias”, o governador disse que a candidatura de seu vice é “inegociável” — a palavra “respeito” foi repetida incontáveis vezes. Também afirmou que é um “erro político que essa aliança (PT-PMDB) deixe de existir”. Aproveitou para mandar recado, dizendo que ainda tem “esperança” de “ter o PT ao nosso lado”. E tripudiou dizendo o quanto tem “gratidão” pelo apoio dos dois petistas mais poderosos do país: o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidenta Dilma Rousseff — citados nesta ordem.

Lindbergh nunca foi de ignorar pilha de adversário. Mas, desde que Lula lhe telefonou semana passada para o PT do Rio não sair atrapalhadamente do governo do Rio, o homem é outro. Ontem, por exemplo, ao saber das declarações do governador, declarou ao DIA, por torpedo: 

“A nossa candidatura no PT está consolidada. Nunca vi o PT do Rio tão animado. Quanto ao PMDB, o caminho natural deles é a candidatura do Pezão. Vamos fazer uma disputa de forma civilizada.”
Considero a possibilidade de isso tudo ser um plano para enlouquecer a imprensa.

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