Por joyce.caetano

Brasília - Na primeira sessão do Congresso para apreciação de voto aberto de veto presidencial, o trecho retirado do programa Mais Médicos foi mantido com apoio de 204 deputados contra 113 votos contrários pela derrubada do veto duas abstenções.

O resultado, no entanto, foi contestado pela bancada do PSDB, que havia sido autora do trecho vetado pela presidente Dilma Rousseff. A confusão na votação se deu por causa da ausência do presidente do Congresso Nacional, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN). Na falta de um deles para presidir a sessão, o posto foi assumido pelo deputado Sibá Machado (PT-AC).

Nordeste foi região que mais recebeu os profissionaisAgência Brasil

Após a derrota, o grupo contrário à manutenção do veto acusou Sibá de "tratoraço". “Ligaram o trator e não é um motorista habilitado”, disse Vanderlei Marcris (PSDB-SP). Ele e o deputado Marcus Pestana (PSDB-MG) propõe anular a votação.

A crítica ocorreu porque o PSDB buscou na Constituição o argumento de que a sessão do Congresso, que reúne Câmara e Senado, só poderia ter sido presidida por um membro eleito pela Mesa Diretora de uma das Casas. E Sibá não é da Mesa Diretora da Câmara.

Após a crítica, o integrantes do governo foram buscar às pressas o vice presidente da Câmara, André Vargas (PT-PR), que se desculpou pela ausência e assumiu o posto. “Não vamos aceitar questionamentos de uma decisão que já transcorreu”, disse. Vargas estava na festa de Henrique Alves, que faz aniversário hoje. Com isso, a votação do veto será mantida.

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