Por helio.almeida
Padrasto de JoaquimReprodução Internet

São Paulo - O padrasto do menino Joaquim, Guilherme Longo, foi indiciado por homicídio doloso triplamente qualificado na quinta-feira, de acordo com a EPTV. Joaquim morreu em 5 de novembro em sua casa no Jardim Independência, em Ribeirão, e o corpo foi localizado cinco dias depois boiando no Rio Pardo, em Barretos.

Na quinta-feira, após passar por interrogatório em Ribeirão Preto, ele alegou inocência e disse que não esperava o indiciamento. "Imaginava que não, porque sou inocente", afirmou Longo à EPTV. "Minha família foi destruída, estou preso por um crime que não cometi."

As qualificadoras do crime são motivo torpe, impossibilidade de defesa da vítima e a maneira como a criança foi morta. A defesa alega que a polícia nao tem provas suficentes contra o padrasto, pois não se sabe o dia exato do crime, o motivo e os meios usados para praticá-lo.

A polícia deve pedir prisão preventiva de Longo até segunda-feira. Caso o pedido seja aceito pela Justiça, ele pode ser transferido para a penitenciária de Tremembé. "Não sei se a gente fica alguma vez preparado para ir a um lugar como esse (referindo-se à penitenciária). Estou deixando isso na mão do meu advogado, minha consciência está limpa, isso é o que importa", disse o padrasto do menino.
Joaquim tinha três anos e vivia com a mãe e o padastro Divulgação

Na terça-feira, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou o pedido da defesa para libertar Longo, que está preso há 38 dias. A decisão foi assinada pelo ministro Marco Aurélio Bellize. Um dia antes, a Justiça de Ribeirão Preto também havia negado recurso similar apresentado pelo advogado Antônio Carlos de Oliveira, que defende o padrasto.

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Oliveira diz aguardar ainda uma posição do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). No TJ-SP, o pedido é para que seja estendido a Longo o habeas corpus que pôs em liberdade na semana passada Natália. Ela ficou presa por um mês e já está livre.
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