Por tamyres.matos

São Paulo - Uma manobra brusca feita por um piloto da empresa aérea Azul impediu na tarde de quinta-feira que a aeronave se chocasse com outra próximo ao aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP). Para evitar o choque, o comandante, após pedir a passageiros e à tripulação que voltassem à posição de decolagem, desceu bruscamente, em um procedimento semelhante a um mergulho, evitando o desatre. A primeira suspeita é que houve uma falha dos operadores que trabalhavam na torre de comando do aeroportos na comunicação com os pilotos.

A empresa aérea, através de sua assessoria, confirmou nesta sexta-feira o incidente. Ela informou que a aeronave que quase foi atingida fazia o voo 5114 (Viracopos-Santos Dumont), que partira de Campinas às 16h14 com destino ao Aeroporto Santos Dumont, no Rio.

O avião da Azul que quase se chocou no ar com o outro tinha acabado de sair do aeroporo de CampinasReprodução Internet

FAB AFASTA OPERADORES

Por causa do incidente, dois controladores de voo do Aeroporto Viracopos foram afastados do trabalho pela Força Aérea Brasileira (FAB). A FAB divulgou nota confirmando o afastamento dos trabalhadores, mas não seus nomes. No documento, a Força afirma que instaurou uma sindicância para apurar as circunstâncias que levaram ao incidente e quem são os responsáveis.

De acordo com o órgão, os profissionais que trabalhavam na quinta-feira foram afastados preventivamente até a conclusão da apuração, a cargo do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea). Mas, por enquanto, segundo o órgão, eles não são suspeitos de negligência.

Procurada ontem, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) confirmou ter sido comunicada do fato, mas a direção da Agência não quis se pronunciar sobre o casao. Ela alega que a apuração é de responsabilidade exclusiva da Aeronáutica. A Anac só deverá se pronunciar depois de receber o relatório com as conclusões finais da investigação da FAB.

A Força Aérea avisou, no entanto, que não há um prazo para concluir a investigação e enviar o relatório. O órgão salientou que, em princípio, a apuração não tem caráter punitivo e que o objetivo principal é identificar se houve falhas e corrigi-las para que incidentes semelhantes não aconteçam.

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