Por clarissa.sardenberg

Brasília - A Polícia Militar do Maranhão está executando na capital do estado, São Luís, a Operação Transporte Coletivo Seguro, como resposta à ação de criminosos que incendiaram quatro ônibus na última sexta-feira. Segundo o comandante do Policiamento Metropolitano, tenente-coronel Marco Antônio Alves, seis viaturas estão sendo preparadas especificamente para atender à operação.

“Após os acontecimentos, consolidamos um planejamento e temos policiais nos principais corredores de ônibus, tanto embarcados como na fiscalização dos veículos”, disse o coronel Alves. Ele explicou ainda que o sindicato da categoria dos transportes também indicou pontos em áreas mais violentas, além do uso das estatísticas da própria Polícia Militar.

Sobre o apoio da Força Nacional para conter a onda de violência no estado, cujo reforço do efetivo foi defendido pelo Ministério Público do Maranhão, o coronel Alves disse que a Polícia Militar trabalha com planejamento e que tem alcançado as metas. “Não podemos entender a questão da segurança como da polícia A ou B, mas temos um efetivo que é compatível para atender à demanda e a PM tem alcançado seus objetivos, de acordo com sua missão”.

Na última segunda-feira (6), o Sindicato dos Revendedores de Combustíveis do Maranhão emitiu nota orientando os donos de postos de combustíveis em todo estado, notadamente na região metropolitana de São Luís, que suspendessem a venda de combustíveis a granel.

Segundo o presidente da instituição, Orlando Santos, o sindicato não pode proibir a venda, mas, em comum acordo com o comando da PM, a orientação foi enviada para dificultar o acesso à gasolina. “É uma medida preventiva, que já gerou uma certa tranquilidade na população e nos revendedores”, argumenta.

A medida é emergencial e será adotada por tempo indeterminado, até que os proprietários de postos de combustíveis se sintam seguros novamente. Para o tenente-coronel Alves, a segurança pública não é de responsabilidade exclusiva dos órgãos de segurança: “A medida ajuda e é desse forma que entendemos, cada um fazendo a sua parte”, explicou. Ainda segundo ele, “os postos agora estão dando provimento a uma medida que é nacional”.

“Esse quadro de crise no sistema penitenciário está instalado em todo Brasil, não estamos falando de um caso isolado do Maranhão. E a resposta precisa englobar todas as instituições, não só os órgãos de segurança, é uma mobilização nacional e não podemos admitir que determinados segmentos fiquem afastados do processo”, disse o coronel Alves.

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