Morte de policial pode ter motivado série de assassinatos em Campinas

Policial foi morto ao reagir a um assalto neste domingo

Por O Dia

São Paulo – Uma das hipóteses investigadas pela polícia para a série de assassinatos ocorrida na periferia de Campinas na última madrugada é a vingança pela morte de um policial militar. A informação foi confirmada pelo diretor do Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior 2 (Deinter), Licurgo Nunes Costa. Por volta do meio dia deste domingo, o policial foi morto ao reagir a uma assalto. Entre as 23h de domingo e as 2h desta segunda-feira, foram registradas 12 execuções na mesma região, nas partes oeste e sudeste da cidade.

A maioria das vítimas foi morta em duas chacinas. Os relatos são de homens encapuzados que usaram pistolas 380 e 9 milímetros para efetuar disparos contra a cabeça e rosto das vítimas. Foram recolhidas 15 cápsulas do local onde quatro pessoas, entre 17 e 30 anos, foram mortas no Recanto do Sol 2. No bairro Vida Nova, também na periferia de Campinas, cinco pessoas, entre 20 e 24 anos, foram mortas em um único ataque. As outras três vítimas foram mortas sozinhas.

No terminal%2C além dos ônibus%2C um carro foi incendiado. Protesto suspendeu a circulação dos coletivosPedro Amatuzzi / Estadão Conteúdo

Segundo Licurgo Costa, pelo menos seis das vítimas tinham antecedentes criminais por delitos como tráfico de drogas, homicídio e roubo de veículos. A Polícia Civil está procurando imagens de câmeras de segurança que tenham registrado o momento dos ataques. “É um desequilíbrio que houve, saiu do espectro normal de ocorrências em Campinas. Realmente é muito preocupante”, ressaltou Costa.

No final da manhã desta segunda, um grupo de cerca de 300 pessoas incendiou três ônibus e depredou sete coletivos em um protesto contra os crimes da madrugada. Após a ação, o Terminal Vida Nova foi fechado e sete linhas deixaram de circular. As operações só foram retomadas após as 15h30, quando a Polícia Militar garantiu a segurança para manutenção dos serviços.“Há uma revolta da população clamando por justiça. Nós temos que lidar com isso”, disse Costa sobre a manifestação.

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