Por tamyres.matos
Maranhão - Detentos de três pavilhões do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís, no Maranhão, iniciaram ontem um greve de fome. Eles protestam contra as condições subumanas, as torturas e as mortes comandadas por facções criminosas que controlam a cadeia.
Ontem, senadores da Comissão de Direitos Humanos visitam as dependências do presídio para apurar as denúncias de presos, de entidades ligadas aos direitos humanos e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Na saída, a senadora Ana Rita (PT-ES) classificou a realidade do local como “deprimente e caótica”.
Corredor da Casa de Detenção de Pedrinhas%2C no MaranhãoDivulgação

Segundo ela, o quadro é muito delicado, e os presos são submetidos a condições inaceitáveis. O vice-presidente da Comissão, João Capiberibe (PSB-AP), classificou o presídio como “depósito de seres humanos”. “Não há assistência devida e nem condições mínimas para garantir a saúde e a integridade dessas pessoas”.

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A visita dos senadores durou cerca de duas horas. Mas os senadores não puderam entrar na ala mais crítica, onde três presos foram decapitados em dezembro.
O senador maranhense Lobão Filho (PMDB), que é filho do ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, e aliado da governadora Roseana Sarney, participou da visita, mas criticou os colegas da Comissão. Ele classificou a preocupação com os direitos humanos dos presos como “um equívoco”.