Por clarissa.sardenberg
Publicado 22/01/2014 15:49 | Atualizado 22/01/2014 15:51

Brasília - Parentes e amigos do ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares começaram a arrecadar doações para quitar a multa imposta pela Justiça, resultante da condenação na Ação Penal 470, o processo do mensalão. A Vara de Execuções Penais publicou, nesta segunda-feira, a certidão de cobrança da multa imposta ao ex-tesoureiro do partido. Com o documento, começa a contar o prazo de dez dias para a quitação do valor de R$ 466.888,90.

Delúbio segue o exemplo do ex-presidente do PT José Genoino. Na semana passada, a família de Genoino divulgou a arrecadação online de recursos suficientes para pagar a multa decorrente da condenação no processo.

Delúbio Soares foi condenado no processo do MensalãoDivulgação

Até a manhã desta quarta-feira, nenhuma doação foi registrada na campanha de apoio a Delúbio Soares. O vice-presidente do partido na Câmara, André Vargas (PT-PR), evitou garantir um resultado semelhante. Ele lembrou que Genoino tem grande apoio popular e sua situação de saúde aumenta mais o sentimento de solidariedade das pessoas.

Na página da campanha intitulada Solidariedade a Delúbio, uma carta assinada por “companheiros e companheiras de Delúbio Soares” destaca que o condenado no processo do mensalão perdeu o emprego, a paz, os direitos políticos e a própria liberdade. Segundo o texto porém, "não conseguiram afastar-lhe os amigos, companheiros e admiradores de sua longa e digna trajetória de vida”.

O lançamento da campanha já havia sido anunciado nesta terça pelo coordenador jurídico do PT, Marco Aurélio Carvalho, mas não tinha sido confirmada pelo escritório de advocacia que cuida da defesa de Delúbio.

No site da campanha, uma nota do presidente nacional do PT, Rui Falcão, pede apoio a Delúbio e reforça que o partido, em virtude da lei, não pode usar recursos próprios nem do Fundo Partidário para essa finalidade. "Propomos esta corrente de solidariedade que deve, igualmente, estender-se aos companheiros José Dirceu, Delúbio Soares e João Paulo Cunha”, informa o texto.

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