Falta de segurança prejudica circulação de ônibus em São Paulo

Segundo SPTrans, só neste ano, 28 ônibus municipais foram incendiados, o que significa um veículo por dia

Por O Dia

São Paulo - Desde o último sábado, pelo menos 22 linhas de ônibus não estão circulando à noite em bairros da zona sul e oeste de São Paulo por conta da “falta de segurança”, de acordo com comunicado divulgado nesta terça-feira pela São Paulo Transporte (SPTrans). Segundo levantamento do órgão, só neste ano, desde o dia 1º de janeiro e até as 17h30 de terça, 28 ônibus municipais foram incendiados. Isto significa um veículo por dia. O número é maior do que o total de ocorrências registradas no primeiro semestre do ano passado, período em que houve 21 coletivos queimados.

As linhas que operam com dificuldades estão nas áreas do Jardim João XXIII, zona oeste, e do Jardim Ângela, zona sul. Nessas regiões, 10 linhas de ônibus da Transppass, quatro operadas pela concessionária VIP e oito da permissionária Cooper Pam começaram a ter suas frotas recolhidas às garagens mais cedo por determinação das empresas.

Outros casos:

Além da falta de segurança, os motoristas e cobradores relatam terem recebido ameaças. Por conta disso, os ônibus que servem os jardins João XXIII e Educandário não estão no interior dos bairros depois que anoitece. Desde sábado, os coletivos estão retornando seis pontos antes da parada final. Essas linhas transportam, diariamente, pelo menos 80 mil pessoas. O mesmo acontece com os ônibus das empresas que operam no Jardim Ângela. As 12 linhas transportam, diariamente, 120 mil pessoas.

O órgão informou que solicitou apoio formal às autoridades policiais e reforço policial preventivo nos bairros com dificuldades de operação. “A SPTrans entende que a Polícia precisa tomar providências para que a situação volte à normalidade e está recorrendo a todas as medidas que estão ao seu alcance para assegurar o transporte dos passageiros de ônibus na cidade”, afirma o texto.

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