Por daniela.lima

Rio - A cozinheira brasileira Ana Cristina da Silva, de 34 anos, nascida em Roraima, foi assassinada na última segunda-feira na Venezuela. Parentes da vítima procuraram uma Tv de Roraima e denunciaram que a cozinheira sofreu torturas, teve a língua cortada e que seu corpo foi exposto em praça pública. A mãe de Ana Cristina, Maria das Graças da Silva, de 48 anos, contou que a filha
trabalhava em um garimpo no país e costumava ligar regularmente para dar notícias.

Ana Cristina da Silva foi assassinada na na VenezuelaReprodução


Na entrevista, Maria das graças revela que ouviu dizer que a filha "viu alguma coisa" e que a língua dela foi cortada pelo grupo que "domina" o garimpo mandar um recado de que "nada deveria ser comentado".

Os parentes da cozinheira foram até à Venezuela providenciar o translado do corpo, mas reclamaram sobre a demora e falta de apoio. Ao chegar no país vizinho, familiares de Ana Cristina encontraram o corpo com muitas marcas. A cozinheira teria teria sido enforcada com arame farpado, além disso a língua havia sido cortada e o corpo já estava inchado.

A mãe da jovem tem certeza que ela foi assassinada por saber demais e fez um apelo para brasileiros que vão tentar melhorar de vida na Venezuela. "Minha filha não foi a primeira, quantas pessoas somem na Venezuela sem explicação? Quem vai para lá tem que saber qual é a realidade daquele país", enfatizou.

O governo de Roraima informou que tem mantido contato com os governos da Venezuela e da Guiana para poder resguardar os brasileiros que viajam para lá, mas ressaltou que para isso acontecer é necessário que, antes, o turista informe o motivo de sua viagem.

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