Por clarissa.sardenberg

Maranhão - Jhonatan de Sousa Silva, de 25 anos, acusado de matar o jornalista Décio Sá, em São Luís, no Maranhão, mudou a versão do crime nesta terça-feira durante o segundo dia do julgamento do crime no Tribunal do Júri. O acusado contou uma nova versão sobre o mandante do crime e inocentou envolvidos na ação.

O blogueiro e repórter de O Estado do Maranhão, Décio Sá, foi assassinado com seis tiros em um restaurante da Avenida Litorânea, em abril de 2012, em São Luís. Investigações apontam que o crime teria sido cometido por apurações do jornalista a respeito do assassinato do empresário Fábio Brasil.

Segundo Jhonatan, policiais o forçaram a confirmar uma linha de investigação que tinham sobre empresários e fizeram ameaças à família do réu, disse em depoimento ao juiz Osmar Gomes. O réu contou que foi contratado por um homem identificado como Marco Antônio para matar Décio e não o empresário Raimundo Sales Chaves Júnior, o "Júnior Bolinha" - apontado em depoimentos anteriores como mandante da execução. Jhonatan afirmou que Marco Antônio já estaria morto.

Durante o depoimento, ele disse que receberia R$ 100 mil pelo crime e que só aceitou matar o jornalista pois tinha acabado de sair da prisão e estava sem dinheiro para "alimentar os filhos". Apesar disso, afirmou que nunca recebeu a quantia.

Jhonatan está sendo julgado junto com Marcos Bruno Silva, de 29 anos, acusado de colaborar para fuga do criminoso após a morte de Décio. Marcos Bruno também levantou acusações contra a polícia e disse que só assumiu participar do crime pois foi torturado por 12 horas.

Policiais também são apontados por três testemunhas da acusação por coação para que colaborassem com a versão apresentada por eles. A Secretaria de Segurança Pública do Maranhão ainda não se prounciou sobre o assunto.


Você pode gostar