Por julia.sorella
Pizzolato foi preso na Itália nesta quarta-feiraAgência Brasil

Brasília - O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, pedirá ao governo da Itália a extradição do ex-diretor de marketing do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato, de 61 anos, o único foragido entre os condenados no julgamento do mensalão, e que foi detido nesta quarta-feira em território italiano.

"É nosso dever, assim o faremos. Uma vez que há mandado de prisão, comunicaremos ao Supremo da prisão e tomaremos todas as medidas necessárias", afirmou Cardozo em entrevista coletiva.

O ex-diretor do Banco do Brasil foi detido na cidade de Maranello por policiais italianos em uma operação coordenada com as autoridades brasileiras, disseram à Agência Efe fontes da Polícia Federal, que não deram mais detalhes.

Pizzolato foi levado a Delegacia da cidade de Maranello, onde foi registrado o crime de porte de documento falsificado, e depois foi transferido à capital da província, Modena. A mulher de Pizzolato, que estava com ele quando foi detido, não foi presa, nem seu sobrinho, o dono da casa na qual o casal estava morando.

Henrique, foi condenado a 12 anos e sete meses de prisão por lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e fraude. A pena deve ser cumprida em regime fechado. A multa é de R$ 1,3 milhão. Pizzolato, que tem nacionalidade italiana, deixou o Brasil no final do ano passado pouco antes que o Supremo Tribunal Federal (STF) ordenasse sua prisão, em novembro de 2013.

Os advogados de defesa de Pizzolato indicaram que seu cliente alegava que foi injustamente condenado no Brasil. A PF informou então que, apesar da dupla nacionalidade, o condenado saiu do Brasil com um passaporte falso, e, por isso, incluiu seu nome entre as pessoas mais procuradas pela Interpol em 190 países. Pizzolato usava um documento com o nome de seu irmão, Celso Pizzolato, no entando, a foto era do ex-diretor do BB.

Segundo a Polícia Federal, Henrique já possuía o passaporte falso desde 2008. No ano passado, ele foi para Santa Catarina de carro, aonde deixou o país através da cidade de Dionísio Cerqueira, fronteira com a Argentina.

Pizzolato é um dos 25 condenados no julgamento do mensalão. Em sua atividade política, se destacou como um dos líderes sindicais do setor bancário na década de 1980 e fundador do PT no Paraná.

Imagem do que seria o passaporte encontrado com Henrique Pizzolato na ItáliaDivulgação / Interpol


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