Acusado de perfurar os olhos da ex-mulher vai a júri popular em GO

Segundo o juiz, crime foi cometido por vingança, pois mulher não queria reatar o casamento

Por O Dia

Acusado de perfurar os olhos da ex-mulherReprodução TV

Goiás - Wilson Bicudo Rocha, acusado de torturar e perfurar os olhos da ex-mulher, Mara Rúbia Guimarães, irá a júri popular. O juiz do caso, Eduardo Pio Mascarenhas da Silva, considerou que o crime teve motivo torpe e determinou que o ex-marido da operdadora de caixa permaneça preso até o julgamento.

Silva manteve a tipificação do crime como tentativa de homicídio triplamente qualificada.

Segundo o juiz, o crime foi cometido por vingança, pois Maria Rúbia não queria reatar o casamento.

O advogado do acusado não se conforma com a decisão e alega que testemunhas já disseram que o crime não foi tentativa de homicídio e sim, lesão corporal. Ele diz não entender a decisão tomada pelo juiz, completando que talve ele pense que deve uma satisfação à sociedade.

Bicudo torturou a ex-mulher no final de agosto do ano passado. Mara Rúbia foi agredida e imobilizada. Após recobrar a consciência, o homem perfurou os dois olhos dela com uma faca de mesa. De acordo com a polícia, Bicudo usou o celular da vítima para avisar aos mais próximos que ele a havia matado. Mara Rúbia foi socorrida com vida. O ex-marido da vítima se entregou à Polícia Civil após 21 dias foragido.

De acordo com familiares, o casal estava separado há dois anos e essa não foi a primeira vez que o homem agrediu a vítima. Mara Rúbia já fez uma operação no olho esquerdo e duas no olho diretio desde a agressão.

Julgamento

O caso começou a ser julgado em 6 de dezembro do ano passado e 13 testemunhas foram ouvidas, além de Mara Rúbia e o ex-marido. A vítima foi a primeira a prestar depoimento e, na ocasião, disse que sempre foi ameaçada pelo ex-marido. Ela contou que Bicudo tinha a intenção de matá-la e que teria dito isso no momento da agressão.  

Bicudo negou ter feito ameaças à ex-mulher. Ele disse não saber explicar oq que aconteceu, mas que não fez por "maldade". O agressor disse que nunca mataria alguém de quem sempre gostou e que se pudesse "voltar atrás" faria diferente.  








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