Por leonardo.rocha

Paraná - A audiência entre sindicatos de rodoviários e empresas de transporte público de Curitiba, realizada na tarde desta quinta-feira no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), não teve o desfecho esperado pelos trabalhadores. Eles haviam concordado com a proposta feita pela vice-presidenta do tribunal, desembargadora Ana Carolina Zaina, para dar fim à greve. O sindicato patronal, no entanto, rejeitou o acordo. Uma nova audiência está marcada para o dia 6 de março, às 14h.

A proposta do TRT previa reajuste de 10,5% nos salários de motoristas e cobradores, mesmo percentual obtido no último dissídio, reajuste de R$ 100 no cartão-alimentação, elevando o valor para R$ 400, e abono salarial de R$ 300, em duas parcelas.

Durante a reunião, o sindicato das empresas ofereceu 7,36% de reajuste, mas o representante dos trabalhadores disse que a proposta estava muito abaixo da reivindicação da categoria, de 16%. Diante do impasse, o representante do Ministério Público presente à audiência propôs reajuste de 8,5%. Agora, as duas categorias devem levar a nova proposta para votação em assembleia. Os outros itens do acordo, como reajuste no cartão-alimentação e abono salarial, não foram discutidos na tarde de hoje e devem ser abordados na próxima audiência.

A greve foi deflagrada nesta quarta-feira quando nenhum ônibus circulou em Curitiba e nos 13 municípios da região metropolitana, afetando 2,3 milhões de passageiros. Para minimizar o transtorno dos passageiros, a Urbanização de Curitiba (Urbs), órgão que gerencia o transporte público na capital, credenciou 450 veículos, entre eles, microônibus e 214 vans, para servir como transporte público alternativo durante a greve.

Durante a audiência de hoje, porém, o Sindicato dos Motoristas e Cobradores nas Empresas de Transportes de Passageiros de Curitiba e Região Metropolitana (Sindmoc) comprometeu-se a cumprir a determinação do TRT de manter 50% da frota rodando em horários de pico e 30% nos demais horários.

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