Por fernanda.magalhaes

São Paulo - Um casal de comerciantes, a sogra, de 44 anos, e o cunhado foram presos em flagrante nesta quarta-feira à tarde, em Várzea Paulista, acusados de torturem uma adolescente de 14 anos. Segundo o delegado Osmany Pinheiro Machado Júnior, a família é dona de um bar no Jardim Mirante e queria saber quem havia furtado cervejas e alimentos do estabelecimento na semana passada.

Durante o interrogatório, a garota foi obrigada a assistir um vídeo pelo celular e depois teve os dedos cortados com um facão. A família foi presa depois que os pais da menina a levaram no Hospital Cidade, onde a polícia foi acionada.

Admitiram o crime

Segundo Machado, os quatro admitiram o crime e vão responder por tortura, crime que é inafiançável e cuja pena varia de dois a oito anos de prisão. "O crime é gravíssimo e não se pode fazer justiça com as próprias mãos. Existem leis e elas são cumpridas", frisou o delegado.

O crime ocorreu pela manhã. A garota foi pega pelo comerciante quando passava pela rua. Ela foi levada para dentro do estabelecimento, colocada sentada em uma cadeira diante da família e torturada por cerca de 40 minutos para confessar o suposto furto. Como ela negou, eles a fizeram assistir um vídeo com cenas em que uma pessoa tinha os dedos cortados por um machado e depois um deles fez um corte em um dos dedos da mão direita, além de espetar o corpo dela com a ponta do facão.

Avisar a polícia

Segundo o delegado, a família só liberou a garota depois de de dar um prazo até sta sexta-fira (7) para que entregasse os verdadeiros ladrões. "A menina tem uma vida complicada, mas nem por isso tinha que ser agredida desta forma. A obrigação da família era avisar a polícia sobre os furtos e deixar para investigação. Agora todos estão presos", disse.

A garota mora no mesmo bairro dos suspeitos. A mulher do dono do bar e a mãe dela foram levadas para a cadeia de Itupeva, enquanto o dono do bar e o cunhado estão no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Jundiaí.


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