Corpo a corpo: O 'conciliador'

Prefeito Alexandre Cardoso tem talento para a diplomacia

Por O Dia

Rio - O prefeito de Duque de Caxias, Alexandre Cardoso (ex-PSB, sem partido), não é exatamente o homem mais calmo do mundo. Mas, no fundo, bem no fundo, tem talento para a diplomacia. Por conta disso, muito mais do que coordenar a campanha da presidenta Dilma Rousseff no Rio, Alexandre foi convidado pelo PT regional para ser uma espécie de “conciliador”. A ideia é que ele, mesmo dando apoio ao vice Luiz Fernando Pezão, trabalhe para evitar que o PMDB dispare artilharia pesada no senador Lindbergh Farias (PT).

Os petistas também esperam que Alexandre desarticule no PMDB a eventual dissidência do grupo do presidente regional, Jorge Picciani, para apoiar o senador tucano Aécio Neves. Não, eu não sei se o prefeito de Caxias vai se filiar ao PMDB. Como não é candidato, ele não tem pressa. E, cá para nós, se aceitar a missão, é melhor que não se filie a partido algum e faça a linha ‘neutro’, né? Vai que no segundo turno o povo do “estamos juntos” tenha que fazer as pazes e Alexandre continue sendo o “conciliador”?

‘ELE CONTINUA NOSSO AMIGO’

Charge Alexandre CardosoNei Lima / Agência O Dia

Quando Alexandre estava em campanha para prefeito, em 2012, Lindbergh foi a Caxias dar aquela força ao amigo. Aí, quando as peças já estavam se movimentando para a eleição deste ano e Alexandre deu de falar que era Pezão de carteirinha, houve quem dissesse que Lindbergh iria cobrar a fatura se fosse eleito governador. Vida que segue, para que tanto radicalismo, né? Com a palavra, o presidente regional do PT, Washington Quaquá: “Alexandre vai ser uma espécie de conciliador. Ele vai ficar com o PMDB, mas continua nosso amigo, não vai brigar com a gente.”

COM A PALAVRA, ALEXANDRE

O prefeito de Caxias, por sua vez, segue fazendo mistério e garante que ainda não decidiu se vai aceitar o convite para coordenar a campanha de Dilma no Rio. Mas não esconde que é aliancista por vocação. “Temos que construir uma política de alianças, que deu certo no Rio, com a decisão de eleger Dilma e Pezão. Essa sempre foi a política do PSB, e quando o PSB deixou de ser o PSB, eu saí do partido.”

‘NESSE PALCO O ARTISTA QUEM É?’

Meu colega Nonato Viegas estava cobrindo a Viradouro no Sambódromo quando esbarrou no prefeito de Niterói, Rodrigo Neves (PT). Não resistiu e perguntou ao petista se ele ficaria com Pezão ou com Lindbergh. Rodrigo saiu de banda sorrindo e sobrou para sua mulher, Fernanda Sixel, a resposta oficial: “Não existe isso de expulsão.” Ela se referiu à ameaça de Quaquá de expulsar Rodrigo se ele declarar voto em Pezão.

Últimas de _legado_Brasil