Por tamara.coimbra

Brasília - Uma gata é o primeiro animal brasileiro a receber um passaporte. A entrega do documento ocorreu em cerimônia na quinta-feira em Brasília. O documento vale por toda a vida do animal. Emitido apenas para cães e gatos, ele reúne informações zoosanitárias necessárias à entrada e à saída nos países do Mercosul - Argentina, Paraguai, Uruguai e Venezuela - e outros países que têm acordo com o Brasil.

Dona do primeiro passaporte do país, a felina Gata, nasceu em El Salvador, na América Central, e depois de passar cinco dos seus sete anos no Brasil, passará uma temporada na Zâmbia, no continente africano, de acordo com o jornal Correio Braziliense.

Documento com a foto e a identificação da gataReprodução TV Globo

Para obter o documento, deve-se apresentar atestado de saúde e carteira de vacinação do animal. Em seguida, é necessário implantar um microchip no corpo do animal - o que já é usado e exigido na União Europeia. O dispositivo funciona como uma carteira de identidade, com informações técnicas, burocráticas e de saúde do animal, que permite identificá-lo em qualquer aeroporto.

Os dados são acessados por meio de uma máquina de leitura digital - o código, a data de aplicação e a localização do microchip devem estar registrados no passaporte. O documento leva 30 dias para ficar pronto.

Nem todos os países aceitam o passaporte. Nesse caso, pode ser necessária a emissão do Certificado Veterinário Internacional (CVI). Assim como o passaporte, o CVI é expedido pelo Serviço de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro), órgão vinculado à Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA) do Ministério da Agricultura.

Para saber onde emitir os documentos, basta consultar a Divisão de Defesa Agropecuária (DDA) da Superintendência do seu Estado.

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