Por thiago.antunes

Rio - Como já era previsto, o encontro de lideranças do PSB, Rede e PPS neste sábado, no Rio, foi marcado por críticas ao governo da presidenta Dilma Rousseff. Com um discurso alinhado, a porta-voz da Rede Sustentabilidade, Marina Silva, e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), atacaram a distribuição de cargos nos ministérios e a situação energética do país. Diferentemente do que chegou a ser cogitado, a ex-senadora não oficializou no evento que será vice na chapa encabeçada por Campos para presidência. Pelo contrário.

Marina sinalizou que vai esperar a definição das candidaturas regionais para formalizar sua posição na aliança com o PSB. Ela disse que não há pressa para se fazer qualquer tipo de anúncio e que nunca fixou data para isso. “Estamos discutindo programa para podermos, sem ansiedade tóxica, colocarmos (a formação da chapa) no tempo certo.” Já Campos afirmou que é provável que a definição ocorra no próximo mês. “Estamos fazendo tudo no tempo certo”, afirmou ele.

Marina criticou a forma como Dilma faz política e disse que o ministro das Minas e Energia%2C Edison Lobão%2C não entende nada do assuntoagência estado

Para a ex-senadora, “o governo Dilma é a denúncia mais contundente do fracasso do atual sistema político brasileiro.” E disse que trata-se de uma ‘governabilidade torta”, que se faz através da combinação de força e favor. Ela fez questão, ainda, de mencionar o ministro de Minas e Energias, Edison Lobão. Segundo Marina, ele não entende sobre o que fala. “É até um vexame quando a gente ouve uma entrevista do ministro falando sobre o assunto.”

Apesar de crítico, o presidente nacional do PSB tentou ser mais comedido e não citou diretamente o nome de Dilma Rousseff. Ele afirmou, no entanto, que o debate para construir um programa de governo irá continuar, mesmo que incomode muitas pessoas.

“Infelizmente, não vamos poder poupar a presidenta disso, porque fomos formados, nós pessoalmente e também todos os históricos dos partidos que ora se somam à nossa luta, discutindo e emitindo opinião. Não vamos ajudar a botar para baixo do tapete a crise energética e econômica a que assistimos”, afirmou o governador.

Sirkis e Miro continuam na disputa

Se houve frustração no encontro em relação ao anúncio oficial da candidatura de Marina Silva, o mesmo pode-se dizer sobre a não definição de quem será o nome que vai concorrer ao governo do Estado com o apoio do PSB. Neste sábado, o deputado federal Alfredo Sirkis (PSB-RJ), que se lançou pré-candidato na sucessão do governador Sérgio Cabral, mudou o discurso.

Há alguns dias ele chegou a afirmar que estava sendo pressionado a largar a disputa. Isso porque o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, estaria disposto a apoiar Miro Teixeira, do PROS e ligado à Rede, na corrida ao Palácio Guanabara. 

“Deu uma esvaziada nesta pressão. Estamos em março e o prazo final é junho. Sobre isso não conversamos (no encontro deste sábado). O que não pode ter é precipitação. Seria ruim se a gente estivesse brigando. Se eu tiver que apoiá-lo ou vice-versa, está tranquilo”, afirmou. A ausência mais sentida no evento foi a do deputado federal Romário, que é presidente regional do PSB. Segundo sua assessoria, ele estava com dor nas costas.

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