Hotel e carros de luxo são alvo de operação da PF contra lavagem de dinheiro

Agentes cumprem ordens de sequestro de imóveis de alto padrão e apreensão de patrimônio obtido por meio do crime. Vinte pessoas envolvidas já foram presas

Por O Dia

Paraná - A Operação Lava Jato da Polícia Federal, deflagrada na manhã desta segunda-feira para desarticular quadrilhas suspeitas de lavagem de cerca de R$ 10 bilhões incluiu a ordem de sequestro do hotel Blue Tree Londrina e outros imóveis de alto padrão, além da apreensão de carros de luxo e outros bens adquiridos com o dinheiro do crime. Até o momento 20 pessoas envolvidas já foram presas, uma delas é suspeita de chefiar a quadrilha. Além disso foram apreendidos carros e pedras preciosas.

Blue Tree Londrina é um dos bens sequestrados na operação da PFDivulgação

Em nota a Blue Tree Hotels, administradora do Blue Tree Towers Londrina, disse que "o empreendimento, composto por um pool hoteleiro e com diversos investidores como proprietários, permanece funcionando normalmente" e que "não houve o sequestro do hotel em ação da Polícia Federal, e sim apenas uma requisição de documentos, devidamente fornecidos".

Ainda de acordo com a nota, "a Blue Tree Hotels é somente a administradora da unidade". O texto também afirma que "a empresa não possui qualquer vínculo com o objeto da investigação em questão e se mantém disposta a colaborar no que for necessário".

A ação inclui ainda o bloqueio de dezenas de contas e aplicações bancárias.  A expectativa da PF é cumprir 81 mandados de busca e apreensão, 18 mandados de prisão preventiva, dez mandados de prisão temporária e 19 mandados de condução coercitiva em 17 cidades do Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Mato Grosso e do Distrito Federal.

O nome da operação vem de atividade adotada por um dos grupos, que usava uma rede de lavanderias e postos de combustíveis para movimentar o dinheiro. De acordo com a PF, as quadrilhas investigadas envolvem alguns dos principais personagens do mercado clandestino de câmbio no Brasil e são responsáveis pela movimentação financeira e lavagem de ativos de diversas pessoas físicas e jurídicas envolvidas com tráfico internacional de drogas, corrupção de agentes públicos, sonegação fiscal, evasão de divisas, extração, contrabando de pedras preciosas e desvios de recursos públicos, entre outros crimes.

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