Polícia apura se menino foi morto por injeção letal; pai e madrasta são presos

Bernardo Uglione Boldrini estava desaparecido havia 10 dias. Polícia acredita que pai, madrasta e amiga estão envolvidos

Por O Dia

Rio - A Polícia Civil de Três Passos, no Rio Grande do Sul, investiga se o menino Bernardo Uglione Boldrini, de 11 anos, foi morto com o uso de uma injeção letal. O corpo do garoto, que estava desaparecido havia 10 dias, foi encontrado em uma área de mata na cidade de Frederico Westphalen, na noite desta segunda-feira

O caso do desaparecimento do menino causou comoção na região de Três Passos. Ele estava sumido desde a última semana, quando teria saído de casa para ir dormir na casa de um amigo, onde nunca chegou.

O menino%2C morador de Três Passos%2C estava desaparecido havia 10 diasDivulgação

O pai, o médico Leandro Boldrini, a madrasta, a enfermeira Graciele Boldrini, e uma amiga do casal foram presos suspeitos do crime. Um dos pontos da investigação são as contradições entre os depoimentos da madrasta de Bernardo e a amiga dela.

No dia que Bernardo sumiu, a madrasta foi multada por excesso de velocidade em uma rodovia de Frederico Westphalen, local onde o corpo foi encontrado. Nas buscas pelo menino, foram mobilizadas equipes da Polícia Civil de Santa Rosa, Santo Angêlo e do Departamento da Criança e do Adolescente (Deca) para auxiliar no caso.

O casal preso suspeito pela morte do meninoReprodução

Velório

O velório de Bernardo ocorre desde a manhã desta terça-feira, em Três Passos. As homenagens ao menino ocorrem no Ginásio do Colégio Ipiranga, onde ele estudava.

No local, haveria flores com a mensagem "homenagem do pai Leandro". Conforme estudantes presentes no velório, o objeto foi retirado por familiares.

Por volta de 15h, o corpo começou a ser deslocado para Santa Maria, na Região Central do estado, onde residem familiares de Bernardo. No município, ocorrerá um novo velório na Capela do Hospital de Caridade. Na manhã de quarta-feira, ele será enterrado no Cemitério Ecumênico Municipal de Santa Maria, ao lado do túmulo da mãe. O sepultamento deve começar às 10h.

Troca de Família

Segundo informações do Ministério Público, Bernardo havia pedido em janeiro passado para morar com outra família por causa da falta de afeto na casa do pai. No entando, o menino sempre garantiu que jamais sofreu agressões físicas.

De acordo com a promotoria da Infância e Juventude de Três Passos, o garoto pediu para se mudar e apresentou duas famílias, mas elas não compareceram. Na ocasião, alegaram que não iriam se envolver no caso familiar.

Devido à falta de opções, a avó de Bernardo, que reside em Santa Maria, na Região Central do estado, se ofereceu para ter a guarda provisória do menino. No entanto, o pai foi chamado pela promotora e se mostrou muito interessado em restabelecer o vínculo com o filho.

Menino era hostilizado

A ex-babá de Bernardo, Helaine Marisa Wentz, afirmou que o garoto recebia pouca atenção do pai e da madrasta, com quem morava na cidade de Três Passos. A mulher trabalhou na casa da família por dois anos. A mãe do menino morreu há quatro anos. "Ela [Graciele Ugolini Boldrini] sempre afastava o menino dela. Agredia com palavras", contou a ex-babá do menino.

Durante a madrugada, moradores da cidade foram até a residência do casal para protestar com velas e cartazes, pedindo justiça.

'Não tenho dúvida do envolvimento do pai, da madrasta e da amiga', diz delegada

A delegada da Polícia Civil de Três Passos Caroline Machado, responsável pela investigação da morte de Bernardo Uglione Boldrini, 11 anos, afirmou nesta terça-feira que a polícia está convicta do envolvimento do pai, da madrasta e de uma amiga dela na morte do menino.

"Não tenho dúvida do envolvimento do pai, da madrasta e da amiga, mas precisamos identificar o que cada um fez para a condenação", afirmou a delegada em entrevista coletiva. O três suspeitos, o pai - o médico Leandro Boldrini, a madrasta - a enfermeira Graciele Boldrini - e uma amiga, que não teve o nome confirmado, cumprem prisão preventiva de 30 dias.

Sobre a possibilidade de que o menino tenha morrido vítima de uma injeção letal, a polícia aifirma que só a perícia feita no corpo porderá comprovar a suspeita.

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