Advogados de Marco Prisco, líder de greve da PM-BA, entram com recurso

Forças Armadas foram deslocadas para o local para ajudar na segurança da população; mais de 100 pessoas foram assassinadas em Salvador durante greve

Por O Dia

Bahia - Os advogados do líder do movimento grevista da Polícia Militar (PM) da Bahia, Marco Prisco, preso na tarde de sexta-feira, protocolaram na manhã deste sábado um pedido de soltura na Justiça Federal. Prisco é presidente da Associação de Policiais e Bombeiros e seus Familiares do Estado da Bahia (Aspra) e vereador pelo PSDB em Salvador.

Ele foi preso em um resort e, posteriormente, transferido para o Complexo da Papuda, no Distrito Federal. O pedido de habeas corpus foi feito ao Tribunal Regional Federal (TRF) e os advogados vão aguardar uma resposta até o fim do dia.

Marcos Prisco liderou greve de PMs também em 2012Reprodução


Prisco liderou um movimento grevista dos policiais militares da Bahia, que foi encerrado na última quinta-feira. A prisão dele, no entanto, foi motivada por outra greve, também encabeçada pelo vereador, em 2012. No ano passado, o Ministério Público Federal na Bahia (MPF/BA) denunciou Prisco e mais seis pessoas por crimes praticados contra a segurança nacional durante essa paralisação.

Apesar do fim da greve, ainda existe resitência de muitos policiais a voltarem aos trabalhos. Em nota, a assessoria da PM disse que "o policiamento está sendo empregado gradativamente com a normalidade estabelecida". Além disso, a Força Nacional e as Forças Armadas estão atuando em conjunto com os policiais militares.

MPF divulga nota sobre prisão

O Ministério Público Federal, que requeriu a prisão preventida de Prisco, divulgou uma nota neste sábado. Segundo o comunicado, a medida foi decretada pela Justiça Federal na Bahia para a garantia da ordem pública.

"Marco Prisco responde a ação penal por crimes previstos na Lei de Segurança Nacional, em processo que está em curso na 17ª Vara Federal da Seção Judiciária da Bahia. Mesmo denunciado pela prática de crimes contra a segurança nacional, continuou ostensivamente a instigar o uso da violência e da desordem e a liderar movimentos grevistas expressamente proibidos pela Constituição Federal, não só no Estado da Bahia, como em outras unidades da federação, apostando na política do terror", diz a nota.

De acordo com o MPF, o denunciado "liderou a realização de três greves ilegais de policiais militares no Estado da Bahia e de consequências nefastas para os cidadãos baianos". O órgão diz ainda que, entre os dias 16 e 18 deste mês, período em que os policiais militares interromperam as atividades, mais de 100 pessoas foram assassinadas em Salvador.

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