Por bferreira

Rio - “Temos diferenças, como na questão da maioridade penal. Não sou favorável à redução que ele defende”. Foi assim que Eduardo Campos, pré-candidato do PSB à presidência, tratou de se distanciar de Aécio Neves e atacou seu rival, que postula o Planalto pelo PSDB. Campos fez a declaração no encontro da juventude do Partido Pátria Livre (PPL), ontem, no Rio. Sua fala acontece dois dias após Aécio Neves afirmar que não o enxerga como adversário.

“Nossos projetos de país são distintos”, continuou Campos, citando ainda ser contrário à flexibilização das leis trabalhistas, que segundo ele faz parte do programa de Aécio. Para Campos, que rompeu com Dilma após quase dez anos apoiando o governo petista, a última vez em que ele e Aécio estiveram no mesmo palanque foi com Tancredo Neves, em 1985. “Isso logo após perdermos na emenda das Diretas Já.”

CAMINHOS DISTINTOS

As bases sociais de Campos, segundo o pernambucano, são distintas das de Aécio. Para ele, o PSB tem história e programa claro do que vai oferecer ao país. “Temos caminhos, e eles não são os mesmos.” Campos, no entanto, não fechou a porta. De olho numa eventual ida para o segundo turno, disse que o momento é de procurar pontos comuns aos interesses do país. “O que nos une é o compromisso com o valor democrático, o respeito aos direitos humanos”, disse.

O ex-governador de Pernambuco aproveitou para criticar Dilma por fazer “terrorismo eleitoral” ao sugerir, segundo ele, que o Bolsa Família estará em risco caso a oposição vença a eleição. “É uma tática da direita que foi usada pelo governo dito progressista.”

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