Por thiago.antunes

Rio - De olho no segundo turno das eleições, o ex-governador Eduardo Campos (PSB) começou a traçar uma estratégia para se distanciar do pré-candidato tucano, Aécio Neves. Ao mesmo tempo, o comando da campanha tenta apaziguar as divergências internas entre Campos e a sua vice Marina Silva, principalmente em relação à composição dos palanques estaduais.

Parte do mentores da candidatura de Campos está convicta de que ele precisa se diferenciar do tucano para conquistar eleitorado, em especial no Sul e no Sudeste. Pesquisas internas apontam que Campos é desconhecido nessas regiões, consideradas essenciais para levar sua candidatura ao segundo turno. Ao mesmo tempo, precisa evitar confronto que inviabilize um acordo após o primeiro turno.

Campos se mudou para São Paulo para tentar conquistar votos no maior colégio eleitoral do país Gustavo Rampini / Divulgação

“Não é partir para o embate e sim tentar mostrar a diferença entre o Eduardo e o Aécio. Enquanto o Aécio representa a mudança para trás, o Eduardo é a mudança para o futuro”, resume o deputado Márcio França (PSB-SP).

A avaliação do comando da campanha do PSB é que o eleitor de São Paulo é “pragmático” e provavelmente vai votar em quem tem chances de derrotar a candidatura à reeleição da presidenta Dilma. “Já o eleitor do Rio é mais romântico e vai votar no Eduardo pela Marina”, aposta França.“Nenhuma chapa tem dois candidatos; a nossa tem. Os outros candidatos têm vices subalternos, acessórios”, completa o líder do PSB na Câmara, deputado Beto Albuquerque (RS).

As maiores divergências hoje entre Campos e Marina estão em São Paulo — o PSB quer apoiar a reeleição do governador Geraldo Alckmin —, e em Minas Gerais, onde defende candidato próprio. “São problemas locais e não problemas de relação entre os dois”, minimiza o deputado Alfredo Sirkis (PSB-RJ).

Reportagem de Eugênia Lopes

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