Por felipe.martins

Brasília -  A pedido do Ministério Público Federal, a Justiça do Paraná decretou nesta quinta-feira a quebra do sigilo bancário da Petrobras nas transações financeiras, envolvendo empresas contratadas para as obras da refinaria de Abreu e Lima, em Pernambuco. O empreendimento da estatal, alvo de suspeitas de superfaturamento, está sendo investigado pelo Ministério Público e pelo Tribunal de Contas da União.

A Justiça também autorizou a quebra de sigilo bancário de Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras preso pela Polícia Federal na Operação Lava Jato. Ele é réu numa ação penal sob suspeita de ter desviado recursos públicos da refinaria Abreu e Lima.

O juiz federal Sergio Moro, responsável pela Operação Lava Jato, determinou que a quebra de sigilo da estatal englobe o período de de 01/01/2009 a 31/12/2013, “exclusivamente sobre as transferências bancárias” realizadas pela estatal para o Consórcio Nacional Camargo Corrêa e Sanko-Sider. A PF suspeita que a Sanko-Sider repassava a políticos dinheiro que recebia da petroleira estatal.

“A Petrobras deverá apresentar em 20 dias o resultado da quebra, discriminando transferências, data, valor, contas envolvidas, por empresa acima referida, discriminando ainda as transferências a essas empresas relacionadas a pagamentos por obras, produtos ou serviços na Refinaria Abreu e Lima”, escreveu o juiz Moro.
Com a quebra de sigilo, a polícia espera conseguir apurar o rastro do dinheiro usado para construir a refinaria pernambucana. As investigações da operação Lava Jato tentam identificar se os recursos repassados para a obra teriam abastecido o esquema bilionário de lavagem de dinheiro e evasão de divisas comandado pelo doleiro Alberto Yousseff, também preso pela PF.

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