Por paulo.gomes

São Paulo - Marlon Taborda, o advogado da família de Odilaine Uglione, mãe do menino Bernardo, pediu à Justiça de Três Passos a reabertura da investigação sobre sua morte, ocorrida em fevereiro de 2010. Ele contesta a versão de suicídio e aponta divergências entre os laudos periciais e falhas no inquérito. Taborda afirma inda que a suposta carta deixada por Odilaine pouco antes de sua morte não teria sido escrita por ela.

O menino Bernardo Boldrini, de 11 anos, foi encontrado morto em 14 de abril. Sua mãe, Odilaine Uglione, morreu em fevereiro de 2010arquivo pessoal

Segundo o advogado, há um erro na grafia da assinatura. “Não sabemos as circunstâncias em que foi escrita a carta, se a Odilaine foi forçada, coagida ou até se outra pessoa escreveu”, disse Taborda ao jornal Zero Hora. Na carta, Odilaine diz que “perdeu o chão” quando o marido, o médico Leandro Boldrini, pediu a separação. Ela diz estar “lúcida e consciente” e acusa Boldrini de ter destruído sua família, seus sonhos e sua vida. “Eu cresci sem pai e não queria que meu filho passasse por isso... Já que me foi tirada minha família, que eu tanto sonhei em construir... prefiro partir”, afirma o texto.

O menino Bernardo Boldrini, de 11 anos, foi encontrado morto em 14 de abril, dez dias após desaparecer, enterrado em uma mata na cidade de Frederico Westphalen, que fica a 80 quilômetros de Três Passos, onde a família reside. Desde o dia em que o corpo de Bernardo foi descoberto, o pai, a madrasta e uma amiga dela - a assistente social Edelvânia Wirganovicz, que teria ajudado a ocultar o corpo - estão presos. A última vez em que Bernardo foi visto, no dia 4 de abril, ele estava no carro da madrasta.

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