Por bferreira

Bahia - Ex-aliado do Palácio do Planalto, o pré-candidato do PSB à Presidência da República, Eduardo Campos, subiu ontem o tom contra o governo federal e acusou a presidenta Dilma Rousseff de ter frustrado o Brasil. Já o alvo do tucano Aécio Neves, outro pré-candidato ao Planalto, foi o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de quem cobrou explicações sobre a compra da Refinaria de Pasadena pela Petrobras, na época em que era o presidente.

Enquanto o tucano e Campos estavam na Bahia, Dilma foi a Minas Gerais, reduto eleitoral de Aécio, autorizar a duplicação da BR-381. Ela atacou os adversários, em particular o tucano, que governou o estado de 2003 a 2010. Dilma desabafou ao afirmar que o governo federal não deve ser o único cobrado por atrasos em obras. A demora na duplicação da estrada motiva embates políticos entre PT e PSDB.

“Se tiver atrasado, eu sugiro que se cobre o governo de Minas também pelo atraso. Porque na hora de a gente fazer os acordos e passar os recursos, todo mundo quer. Na hora de cobrar, só nós somos cobrados? Que história é essa?”, indagou Dilma.

Em terceiro lugar nas pesquisas eleitorais, Campos afirmou que Dilma foi eleita “para continuar melhorando” o país, mas “não conseguiu dar conta” da missão. Para o ex-governador de Pernambuco, a base aliada “cercou a presidenta Dilma” e não deixou que ela fizesse o que “deveria fazer”.

Campos disse que ela frustrou seus eleitores, como ele, e o Brasil. “Sempre fomos abertos ao diálogo, sempre tivemos postura de respeitar a democracia, de apostar no entendimento e no respeito de quem não pensa como a gente, sempre pensamos no desenvolvimento econômico, e a gente sempre respeitou o dinheiro público. E isso começa quando não se coloca bandido para ser auxiliar no governo”, afirmou o ex-governador em Vitória da Conquista (BA).

Também na Bahia, Aécio Neves observou que Lula “precisa dar uma satisfação” sobre os negócios feitos pela Petrobras. “Alguns aliados do governo dizem que a CPI da Petrobras é para desgastar o governo. Será que o Lula acha adequado que uma refinaria que valia US$ 55 milhões num ano e no outro ano é comprada por R$ 1,3 bilhão com dinheiro do povo brasileiro?”

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