Por tamara.coimbra
Rodoviários não operam veículos durante a greve em São Paulo desta quarta-feiraReprodução / Twitter

São Paulo - Motoristas e cobradores de São Paulo mantêm o terminal Lapa, na Zona Oeste, e 12 garagens fechados na manhã desta quarta-feira. As empresas Sambaiba, Via Sul, Santa Brígida, Gato Preto e Vip não operam nesta manhã, segundo a SPTrans, que administra o transporte na capital. A capital tem 28 terminais de ônibus.

A paralisação, que começou na tarde desta terça-feira, é um protesto contra um acordo de reajuste firmado entre o Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário e a prefeitura. O acordo prevê reajuste de 10% no salário, vale-alimentação mensal no valor de R$ 445,50, Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de R$ 850,00, melhoria dos produtos da cesta básica, 180 dias de licença-maternidade e reconhecimento da insalubridade, dando o direito à aposentadoria especial aos 25 anos de trabalho.

Segundo o sindicato, o acordo foi aceito em assembleia por mais de 4 mil trabalhadores. No entanto, parte da categoria, descontente com o acordo, impediu a circulação de coletivos na cidade, atravessando os veículos nas saídas dos terminais e nas ruas.

Devido a paralisação, o rodízio municipal de veículos foi suspenso no horário de pico desta terça e o trânsito ficou ainda mais complicado. Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), o congestionamento chegou a 261 km por volta das 19h, o maior índice de congestionamento do ano. A SPTrans diz que 261 mil passageiros foram prejudicados.

O prefeito Fernando Haddad (PT) disse na terça-feira que foi surpreendido pelo protesto de motoristas. “Para nós, é completamente inesperado, inadmissível e incompreensível que a população venha a pagar por algo que ela sequer conhece, assim como nós”, afirmou.

Segundo o prefeito, a administração municipal estava acompanhando as negociações entre os motoristas e as empresas de ônibus. Apesar disso, Haddad disse desconhecer as causas do protesto ou os responsáveis pelas ações. “Não houve nenhum comunicado para que a prefeitura ou o sindicato pudessem interferir na situação”, enfatizou.

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