Por adriano.araujo

Rio - O senador Lindbergh Farias, pré-candidato do PT ao governo do Estado, mudou o tom do discurso durante reunião realizada em Campo Grande, Zona Oeste do Rio, na noite da última quinta-feira, após se reunir em São Paulo com o ex-presidente Lula na terça-feira.

Em vez de atacar o PMDB como vinha fazendo nas últimas semanas, Lindbergh adotou um discurso de avanço ao que foi construído na gestão de Sérgio Cabral e Luiz Fernando Pezão. E lembrou que o mais importante neste momento é garantir a reeleição da presidenta Dilma Rousseff. Com o apoio do PMDB.

Lindbergh adota discurso próximo ao PMDB e ataca PSDB Divulgação

"A gente quer o PMDB com a Dilma. E o Garotinho também (risos). Eles têm que vir mesmo porque se o nosso governo sair derrotado, será uma derrota para a esquerda mundial. Eu vou dizer uma coisa que parece exagero, mas não é. Quando a gente ouve a tucanada lá em Brasília, só falta eles dizerem que tem que aumentar o desemprego e reduzir salário para o país crescer. Eu sei que parece exagero meu. E parece mesmo. Mas não é. Eles querem desemprego maior porque assim os salários ficam menores e as empresas lucram mais. É inacreditável", disse Lindbergh.

O senador rebateu as críticas da oposição, que acusa o PT de ter adotado o "discurso do medo", a exemplo do que ocorreu às vésperas da eleição de Lula, em 2002, quando integrantes do governo tucano diziam que o país quebraria em caso de uma vitória petista nas urnas.

"Não tem discurso de medo nenhum. A gente não tem medo do futuro, como eles tinham. Temos medo é do passado. Da volta ao passado. Disso nós temos medo. É diferente do que eles faziam, quando não acreditavam que um nordestino com o perfil do Lula pudesse fazer o que fez: governar para o povo", disse Lindbergh.

Em relação à sucessão estadual, Lindbergh garantiu que a mudança de tom não se deveu a um pedido de Lula, mas ao que tem ouvido nos encontros que têm feito com a sociedade civil.

"Houve conquistas, mas precisamos ir além delas. A UPP, por exemplo, é uma conquista. Mas não pode haver só UPP. Tem que ter a UPP social, mas isso eles não fazem porque não sabem falar com o povo. Quem faz isso é o PT'', disse o senador.

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