Por fernanda.magalhaes

Minas Gerais - Uma história um tanto sombria vem acontecendo desde o dia 11 deste mês na cidade de Santo Antônio do Monte (180 km de Belo Horizonte) quando Bianca Rodrigues Silva, de 20 anos, ao sofer um acidente de carro e morrer, foi enterrada três vezes em dez dias.

Bianca Rodrigues Silva morreu em um acidente de carro em 11 de maioarquivo pessoal

A jovem tinha o desejo de ser sepultada na propriedade da família e os pais dela construíram um jazigo nos fundos da casa para a filha ser enterrada.

No entanto, decisão judicial do dia 20 determinou que o corpo de Bianca fosse desenterrado e devolvido ao cemitério local, de onde havia sido retirado para o enterro na propriedade da família.

De acordo com o advogado da família, Bruno Couto, a família pediu autorização para a Polícia Civil local e para a prefeitura da cidade para enterrar a filha no jazigo construído em casa.

Couto ainda informou que o jazigo foi erguido com laudo de um engenheiro que seguiu normas sanitárias e ambientais.

Mas como o assunto chamou atenção na cidade, acabou chegando ao conhecimento do Ministério Público e da juíza titular da comarca, Lorena Teixeira Vaz Dias. Com medo de que algo acontecessse contra a vontade da família, os pais da jovem procuraram o advogado que entrou com um pedido de permanência do corpo.

Foi então que no dia 20, a juíza negou o pedido e determinou a remoção do cadáver para o cemitério da cidade.

Jazigo que família mineira construiu para enterrar a filha no quintal de casaarquivo pessoal

Despacho da juíza

A magistrada entendeu que a atitude dos pais colocou em risco a saúde pública e da própria família ao enterrar um cadáver em local inadequado e que eles agiram sob forte impacto emocional. Ela também afirmou que a exumação de um cadáver só poderia ser feita com autorização judicial logo, o delegado e o secretário da cidade não detêm legitimidade para tomarem as decisões que tomaram. A decisão da juíza também objetiva não abrir precedente para outros casos. 

Você pode gostar