Por tabata.uchoa

Rio - Na reta final das negociações das alianças partidárias para as eleições de outubro, setores do PMDB do Rio continuam reticentes em apoiar a reeleição da presidenta Dilma Rousseff e decidiram lançar, no dia 5, o movimento intitulado ‘Aezão’ — como é chamado o apoio de parte do PMDB do governador Luiz Fernando Pezão à candidatura do tucano Aécio Neves à Presidência. A ideia é fazer um ato organizado pelo PMDB fluminense com a presença de outros quatro partidos que pretendem apoiar o tucano no estado.

Aécio ganhou apoio do PP da senadora gaúcha Ana AméliaDivulgação


“Teremos no Rio um ato de apoio à nossa candidatura, com presença do PP, do PPS, do Solidariedade e do PSD. O PMDB é o grande organizador. Vamos reunir centenas de lideranças políticas, prefeitos, deputados; esses partidos vão reunir suas bases. Eu diria que é realmente o start da nossa campanha no Rio. É a nossa grande largada”, anunciou Aécio Neves, em evento com empresários em Niterói, na sexta-feira à noite.

O ato no Rio de adesão ao tucano acontecerá cinco dias antes da convenção nacional do PMDB, que deverá formalizar o apoio da legenda à reeleição de Dilma com a manutenção de Michel Temer na vice-presidência da República.

Paralelamente às negociais com o PMDB do Rio, Aécio trabalha para conquistaro apoio do PP de Rio Grande do Sul. Ontem, ele foi a Porto Alegre para participar do lançamento da pré-candidatura da senadora Ana Amélia Lemos (PP) ao governo gaúcho. No Rio Grande do Sul, o PP formou coligação com o PSDB e o Solidariedade para as eleições majoritárias, na contramão da postura do partido em nível nacional, que tende a apoiar à reeleição de Dilma.

Assim como o tucano, o presidenciável Eduardo Campos, do PSB, também costura as alianças em torno da sua candidatura. Anteontem, ele recebeu o apoio de PRP e PHS, que se juntam a PPS e PPL na aliança em torno da dupla Campos/Marina Silva.

PRP e PHS estão no grupo das legendas consideradas nanicas e devem acrescentar poucos segundos ao programa na TV. O PRP possui dois deputados; o PHS nenhum. Para Campos, o apoio dos partidos nanicos darão “capilaridade” à sua campanha e levarão sugestões “a lugares onde muitas vezes o debate não chega”.

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