‘Ex-gays’ defendem psicóloga cassada no Paraná por fazer ‘cura gay’

Em rede social, internautas criam página para defender Marisa Lobo, que foi cassada pelo Conselho Regional de Psicologia do Paraná ao propor o tratamento da homossexualidade

Por O Dia

Paraná - No final da última semana, foi tornada pública a cassação da psicóloga paranaense Marisa Lobo pelo Conselho de Regional de Psicologia (CRP) do Paraná . Ela defende a terapia para tratar homossexuais que não aceitam sua orientação sexual, processo que ficou conhecido como ‘cura gay’. Se declarando como ‘ex-gays’, internautas foram às redes sociais defender Marisa na página Ex-gays no Facebook e criticar a decisão do órgão. 

Com depoimentos de pessoas que dizem ter abandonado homossexualidade%2C página Ex-Gays defende Marisa Lobo no Facebook. Nesse casal, a mulher diz ser ex-lésbicaReprodução Facebook

Foram postados na página depoimentos de pessoas que dizem ter abandonado a homossexualidade. Um deles é o pastor Joide Miranda, de 49 anos, que teve sua história contada pelo iG, em 2012. “Deus restaurou minha identidade sexual”, declarou Joide na ocasião. Ex-travesti, ele se casou depois com uma mulher, com a qual tem um filho.

Um foto de Joide e da família ilustra um dos textos da página Ex-gays. A imagem tem um texto atribuído a Edna, mulher do pastor, que diz: “Meu marido é ex-gay, ele existe. #repúdio ao Conselho de Psicologia. #MarisaLobo, obrigada por respeitar nossa existência. Edna e Joide Miranda”.

Com depoimentos de pessoas que dizem ter abandonado homossexualidade%2C página Ex-Gays defende Marisa Lobo no Facebook. Nesse casal%2C o marido é ex-gayReprodução Facebook

Em sua descrição, a página Ex-gays define a homossexualidade como algo que pode ser mudado. “É possível deixar as práticas homossexuais! É um direito! É o que comprovam histórias de vida, livros, estudos e conteúdo científico”, defende os criadores da página, que não se identificam.

Marisa foi cassada pelo CRP do Paraná por defender uma opinião semelhante a deste texto.

Em 2012, ela chegou a ir ao Congresso Nacional em 2012 para pedir a alteração na resolução do Conselho Federal de Psicologia (CFP) que proíbe psicólogos de oferecem tratamentos para ‘ tratar‘ a homossexualidade ou mesmo de se referir a esta orientação sexual como uma doença.

No mesmo ano, o deputado federal João Campos (PSDB-GO) propôs no Congresso uma mudança na resolução do CFP. Mas, após forte pressão popular, o projeto foi retirado da pauta do parlamento.

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